Governo suspende contratos de professores; foram 1.500 e 22 em ST
Foto: Arquivo Pessoal

Por Paulo César Gomes, Professor, escritor e colunista do Farol

A educação pública não pode ser tratada como uma simples planilha de números. Por trás de cada contrato encerrado existe uma escola, um professor e, principalmente, estudantes que precisam aprender.

O alerta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) deveria ser levado a sério pelo Governo do Estado. A entidade cobra a prorrogação dos contratos temporários até o final do ano letivo e acionou o MPPE e o TCE-PE. Segundo o sindicato, cerca de 1.500 contratos foram encerrados, após os profissionais atingirem o limite legal de seis anos.

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Em Serra Talhada, pelo menos 22 professores deixaram as salas de aula, segundo informações que chegam das escolas. O problema atinge especialmente disciplinas fundamentais, como Língua Portuguesa e Matemática, justamente às vésperas de avaliações como o SAEPE e o ENEM.

O mais preocupante é que, diante da falta de professores, a Secretaria de Educação estaria convocando, de forma considerada aleatória por profissionais da rede, professores efetivos que ocupavam funções pedagógicas e administrativas conquistadas por meio de seleção interna promovida pelo próprio Governo do Estado, com resultados publicados no Diário Oficial.

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Se confirmada, essa situação precisa ser esclarecida. Qual é o critério utilizado? Onde está a convocação oficial? É preciso garantir transparência e respeito às regras administrativas e aos profissionais. Não se pode resolver um problema criando outro.

O Estado tem o direito e o dever de cumprir a legislação referente aos contratos temporários. Mas também precisa planejar a substituição desses profissionais para que os estudantes não sejam prejudicados.

Quando uma turma fica sem professor, não é apenas uma vaga que fica vazia. É conteúdo que deixa de ser ministrado, planejamento que é interrompido e aprendizagem que pode ser comprometida.

A Educação Pública precisa de planejamento, organização e respeito aos seus profissionais. Principalmente neste momento do ano, quando tantos estudantes se preparam para avaliações que podem representar importantes passos para o futuro.

Educação não combina com improviso!

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