Paciente de ST com sangramento espera há dois meses por exame pelo SUS e se desespera
Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (17), a leitora Carla Alves, moradora da Rua Antônio Pereira Mourato, no bairro AABB, em Serra Talhada, procurou a reportagem do Farol de Notícias para denunciar a falta de informações sobre a fila para uma cirurgia de histeroscopia pelo SUS. Segundo ela, após realizar exames e cumprir todas as etapas exigidas para encaminhamento pelo Tratamento Fora do Domicílio (TFD), aguarda há cerca de dois meses sem saber quando será chamada ou quantas pessoas estão à sua frente.

A paciente relata ainda que sofre com sangramento menstrual excessivo e queda nos níveis de ferritina, além de ter recebido da médica um pedido de urgência para a realização do procedimento.

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“Eu acho isso errado, porque a gente que depende do SUS, desses serviços, não tem direito nem a saber mais ou menos quando é que vai sair. Eu estou com sangramento excessivo, estou com queda de ferritina e a médica pediu urgência. A gente não sabe se vai demorar meses ou anos, porque eles não dão nem uma previsão”, relatou a leitora, continuando:

“Eu já passei por todo aquele procedimento do posto de saúde, tive que acordar cedo para pegar fila, passar pelo médico e, como moro em uma área descoberta, ainda precisei procurar uma enfermeira para assinar o documento. Ela estava de férias e eu tive que esperar mais um mês para conseguir resolver. Depois voltei ao TFD, entreguei tudo e, mesmo assim, hoje fui procurar saber a previsão e disseram que não informam nem a data nem a minha posição na fila”, finalizou.

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O OUTRO LADO

A reportagem do Farol entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) que relatou ser o assunto da esfera estadual. Leia a nota abaixo:

Nota da Secretaria Municipal de Saúde-

“A histeroscopia é um procedimento de responsabilidade do Estado, realizado por meio do TFD. A paciente é inserida pelo município no sistema CMCE, com encaminhamento para consulta com ginecologista da rede estadual.

Após a inserção da solicitação, o médico regulador do Estado realiza a classificação da paciente conforme a prioridade do caso, podendo ser definida como baixa, média ou alta prioridade. Após essa classificação, a paciente permanece aguardando a disponibilização de vaga para que seja realizada a regulação e, posteriormente, o atendimento.

Anteriormente, o Estado disponibilizava ao município o acesso à fila de espera, permitindo acompanhar a posição da paciente e verificar quantas pessoas estavam à sua frente. Atualmente, esse acesso foi retirado.

Dessa forma, o município não possui mais acesso à posição da paciente na fila nem à quantidade de pessoas que aguardam à sua frente. Atualmente, temos acesso apenas à classificação atribuída pelo médico regulador do Estado, ou seja, se a paciente está classificada como de baixa, média ou alta prioridade”.