
Nesta quinta-feira (17) Alisson da Silva Pereira, residente no bairro Bom Jesus e ex-cooperado da Recicla Serra Talhada procurou a reportagem do Farol de Notícias, para cobrar o pagamento de um valor que, segundo ele, ainda está pendente desde sua saída da cooperativa. Ele afirma que as contas de sua saída apontavam para um determinado montante, mas o valor pago posteriormente teria sido inferior ao que considerava devido. A coleta seletiva por meio do Programa Recicla Serra acontece através de parceria firmada junto à Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Instituto Recicleiros.
Segundo Alisson, a situação teria sido identificada após uma mudança na diretoria da cooperativa. Ele relata que, ao analisar documentos antigos, a nova gestão teria encontrado indícios de irregularidades na prestação de contas relacionadas ao seu desligamento. O ex-cooperado afirma que, desde então, tenta obter informações sobre quando receberá o valor restante, mas recebe apenas a resposta de que ainda não existe previsão para o pagamento.
“Já tem um bom tempo que eu saí dela. Quando eu saí, tinham feito minhas contas e dava um valor, e nesse valor não foi o certo que me pagaram. Até então, entrou uma pessoa na diretoria e, quando ela foi mexer nesses papéis, descobriu que teve fraude. Eu ainda tenho um dinheiro para receber dessa cooperativa e, até agora, toda vez que pergunto, ele só diz que não tem previsão. É um dinheiro que é meu, que eu trabalhei”, relatou.
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A situação, segundo ele, se tornou ainda mais urgente após um acidente que resultou em uma longa internação. Alisson afirma que passou 21 dias na UTI, foi submetido recentemente a uma cirurgia e atualmente está impossibilitado de trabalhar. Por isso, diz que precisa do dinheiro para custear medicamentos e outras despesas do tratamento. “Estou recém-operado e precisando desse dinheiro para poder comprar meus medicamentos, porque não estou podendo trabalhar. Quando eu estava na UTI, passei 21 dias internado por causa do acidente que tive. Já tem três meses que saí da UTI e, até agora, não mandaram mais nada falando. Fica um jogando para o outro.”
Ainda de acordo com o relato, ele tentou contato com a atual diretoria, mas recebeu novamente a informação de que não há previsão para o pagamento. O ex-cooperado também afirma que foi informado de que uma ata já teria sido encaminhada para tratar da situação, mas não recebeu novas informações sobre o andamento do caso. Ele reclama ainda da dificuldade para conseguir contato direto com o responsável pela Recicla Serra Talhada e afirma que a responsabilidade pelo problema estaria relacionada a integrantes que permanecem na estrutura da cooperativa.
O OUTRO LADO
O Farol tentou contato junto à Prefeitura de Serra Talhada por meio da Secretaria de Comunicação para mediar a versão do programa Recicla Serra sobre o caso. Mas até o final desta edição (18h33) não obtivemos retorno.
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