
O Teatro Municipal Arnaud Rodrigues, cuja construção se arrastou por anos e gerou críticas da população por parecer uma obra inacabada, em Serra Talhada, foi finalmente entregue durante evento nesta quarta-feira (30), na região central da cidade. A ordem de serviço para a construção do teatro na Avenida Adriano Duque (Anel Viário), próximo ao Museu do Cangaço, foi assinada em fevereiro de 2017, ainda na gestão do ex-prefeito Luciano Duque, com um custo inicial, na época, de cerca de R$ 278.429,99.
O projeto sofreu paralisações e longos períodos de estagnação, o que levou moradores da cidade a apelidarem o espaço de “elefante branco” e servindo de críticas também como desmerecimento do poder municipal em relação à cultura. Mas agora o equipamento foi entregue pela prefeita Márcia Conrado (PT) e o nome do teatro homenageia o ator, cantor, compositor e humorista Arnaud Rodrigues, que nasceu em Serra Talhada em 1942 e teve destaque no cenário nacional ao lado de nomes como Chico Anysio.
Durante o evento, Márcia foi comunicada pelo diretor da Fundação Cultural de Serra Talhada, Josenildo André Baborza, que com este novo teatro, a capital do xaxado agora tem a capacidade de receber grandes festivais de música e artes cênicas, dentre eles, o Janeiro de Grandes Espetáculos, um dos mais tradicionais do estado, e que está na sua 33ª edição.
“A gente desta forma eterniza esse grande artista serra-talhadense que levava Serra Talhada no coração, Arnaud Rodrigues”, disse Márcia. Em seu discurso, a prefeita exaltou também os esforços da prefeitura, primeiro, falando do cuidado em pavimentar o trecho que leva ao teatro. “Eu olhava para aqui e relembrava o passado, para ver o presente e prospectar um futuro melhor . Eu tenho dado muito trabalho a equipe de obras, porque a gente tem urgência na transformação. A gente olha e vê uma avenida que a gente tirou da lama e fez um ponto de entrada muito bonito”, afirmou a gestora.
“Aqui tinha uma obra que estava parada há 10 dez anos, a gente teve que entrar, trabalhar unidos para que saísse do papel. Há mais de 12 anos que o Samu era só no papel, e hoje temos Samu salvando vidas, há mais de 10 anos que a policlínica era só no papel, hoje tem mais de 16 mil atendimentos, se tinha o Vanete Almeida que se discursava que só tinha casa abandonada, e agora tem teto digno e seguro para se criar os filhos. E hoje sou feliz em dizer que a cultura de Serra Talhada acendeu as luzes, o teatro de Serra Talhada abrirá as suas cortinas porque a gente faz da melhor forma e da forma que o povo merece”, exaltou Márcia Conrado.
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