Universidade Federal de Alagoas (Ufal) (Foto: Reprodução)
Universidade Federal de Alagoas (Ufal) (Foto: Reprodução)

Do Diário de Pernambuco

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) acionou órgãos de segurança estaduais e federais para investigar a entrada de um grupo de homens no Campus Arapiraca, no Agreste alagoano, na noite da última quinta-feira (8). Em nota divulgada nesta sexta-feira (9), a instituição informou ter solicitado reforço no policiamento dos campi de Arapiraca e Maceió, após relatos de ameaças e tentativas de intimidação contra integrantes da comunidade acadêmica.

Segundo testemunhas, duas caminhonetes com imagens do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, chegaram ao campus. Entre oito e dez homens teriam descido dos veículos alegando que pretendiam retirar cartazes afixados por estudantes nos muros da universidade com críticas ao parlamentar e a Alfredo Gaspar (PL), seu vice na chapa.

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De acordo com os relatos, o grupo procurou um responsável pela instituição e mencionou a suposta existência de crime relacionado aos cartazes. Ainda segundo as testemunhas, os homens conversaram com uma professora, que afirmou que eles não poderiam retirar o material por conta própria. Ela teria orientado o grupo a procurar a Justiça caso considerasse que os cartazes apresentavam alguma irregularidade.

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Pedido de providências

Diante do ocorrido, a Reitoria da Ufal enviou ofícios com pedidos de providências e proteção institucional à Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL), à Superintendência da Polícia Federal, ao Ministério Público Federal (MPF), ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL), além de notificações à Prefeitura e à Câmara Municipal de Arapiraca.

O objetivo da medida, segundo o comunicado oficial, é garantir a apuração rigorosa dos fatos, identificar os responsáveis pelas ameaças e intensificar o policiamento ostensivo no entorno dos campi para conter eventuais atos de violência.

A Reitoria também solicitou o reforço do monitoramento e das ações ostensivas de segurança no entorno dos campi de Maceió e Arapiraca, com o objetivo de prevenir confrontos, conter eventuais atos de violência e assegurar o funcionamento das atividades universitárias.

“A gestão da Universidade reforça, ainda, que não tolera qualquer forma de violência, intimidação ou coerção dentro de seus espaços acadêmicos e reafirma o papel da universidade pública como um ambiente livre, democrático, pautado pelo diálogo, pelo respeito à diversidade e pelo livre direito de pensar e de manifestação”, encerra o comunicado.

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