Licca Lima

Foto: Farol- Licca Lima

O deputado eleito Sebastião Oliveira, presidente do Avante em Pernambuco, está preparando o partido no estado para uma nova fase neste segundo turno. Ele viaja amanhã (quarta-feira) para Belo Horizonte, para um encontro nacional da legenda, que vai definir o futuro político do grupo.

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No último sábado, durante o Programa do Farol, na TV Farol no YouTube, Sebá foi questionado sobre a postura do partido neste segundo turno. Ele admitiu que a política no Brasil está polarizada, mas disse que o Avante, tem antes de qualquer coisa, problemas internos a resolver.

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“Primeiro, vamos tratar do futuro do partido. Dia 14 fomos convocados para uma reunião com a executiva nacional do Avante, que não passou na cláusula de desempenho. Vamos discutir se vamos federalizar, se vamos fazer fusão com outros partidos, tudo isso será discutido amanhã (quarta-feira) quando estarei em Belo Horizonte. Inclusive, ver se vamos criar um novo partido, federar ou nos fundir. Em Pernambuco tivemos 149.741 votos para deputado estadual, eu tive a coragem de ‘rasgar na carne’ para ajudar o partido Por exemplo, um vereador do Recife, que votava em mim, saiu como candidato a deputado estadual. Então, ele teve 19.500 votos”, explicou, ao comentar sua votação nas últimas eleições.

LULA OU FLÁVIO BOLSONARO?

Ainda durante a entrevista, ele admitiu que ficou surpreso com a postura do candidato a presidente da República, Augusto Cury, que decidiu apoiar o candidato Flávio Bolsonaro.

“Recebi o apoio de Augusto Cury, com surpresa, porque ele disse que não apoiaria ninguém no segundo turno. Há uma preocupação grande com o cenário nacional por conta da polarização. Acho que o Brasil fez uma curva à direita no primeiro turno”, disse Oliveira, arrematando:

“A gente precisa sair da bolha em Serra Talhada e escutar o que as urnas falaram no domingo. Nenhum dos candidatos tem um compromisso político-partidário com a pacificação do País. Há muita violência política e polarização. Isso me causa muita perplexidade. A tendência do partido em Pernambuco é liberar os aliados e filiados. Não me enche os olhos em votar nem no que tá, nem no que há de vir. Vamos liberar o partido. Mas eu não tenho como acompanhar o PT depois que o partido fez comigo em Serra Talhada”.

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