Serra-talhadense que reside em Londres lamenta ataques nas redes

Natural de Serra Talhada, mas residindo em Londres, a Socióloga e Professora Universitária, Maria Robb, filha da ex-vereadora Dona Mocinha, enviou nota de agradecimento ao Farol após manifestação de solidariedade feita pelo editor-geral, Giovanni Sá.

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Robb foi duramente atacada nas redes sociais, após publicar, no Farol, um texto de análise sócio-econômica do Brasil, e também destacando que era de esquerda. Por conta disso, foi alvo de muitos ataques bolsonaristas.

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Em nota, a serra-talhadense explica ter convições, e lamenta a falta de civilidade. Leia abaixo.

O que preocupa não é a discordância, mas a falta de civilidade

Caro Giovani,

Agradeço sinceramente suas palavras, sua solidariedade e o espaço concedido ao meu artigo. Continuo profundamente ligada ao Brasil e, especialmente, a Serra Talhada, minha terra e parte inseparável da minha história.

Sou de esquerda e não escondo minhas convicções, mas não espero que todos pensem como eu. Morar no exterior não me retira o direito de opinar sobre meu país, ao qual continuo ligada, inclusive pelos impostos que pago.

O que me preocupa não é a discordância política, mas a falta de civilidade que transforma o debate em ataques pessoais, inclusive relacionados à idade ou ao lugar onde alguém vive. Não se pode julgar um argumento sem antes conhecê-lo. Podemos ter realidades diferentes e opiniões divergentes, mas o respeito deve ser um princípio comum.

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Os dados que fundamentam meu artigo são públicos e podem ser questionados com fontes, metodologia e evidências. A rejeição à esquerda não pode justificar a rejeição dos fatos. Passei minha vida estudando e ajudando alunos a desenvolver o pensamento crítico, porque acredito que pensar livremente é essencial à democracia.

Enquanto houver pessoas precisando de políticas públicas para viver com dignidade, continuarei usando minha voz para defender quem tantas vezes não tem vez nem voz.

Agradeço novamente ao editor pela solidariedade e a todos os leitores que dedicaram tempo à leitura e, mesmo diante de opiniões divergentes, contribuíram para o debate com respeito e civilidade. São essas atitudes que mantêm vivo o diálogo democrático.

Podemos discordar politicamente sem abrir mão do respeito, da dignidade e da liberdade de pensamento.

Com carinho e gratidão,

Maria Robb

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