Dr. Luiz Aureliano sobre Bolsonaro: "Se ele ganhar é o final do SUS"

O médico Dr. Luiz Aureliano participou, nesta sexta-feira (23), do Programa Falando Francamente, apresentado por Giovanni Sá, na TV Farol de Notícias, no YouTube. Integrante do movimento Médicos com Lula, ele falou sobre a mobilização de profissionais da saúde em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026.

Durante a entrevista, Dr. Luiz Aureliano, que já foi secretário de saúde de Serra Talhada, explicou que o movimento surgiu após o resultado do primeiro turno, quando médicos identificaram a necessidade de ampliar a mobilização política em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).

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“O que justificou foi que a gente viu o resultado do primeiro turno e ninguém estava mobilizado. A gente tinha tranquilidade de que Lula ganharia a eleição. E sabemos que, se Flávio Bolsonaro ganhar, é o final do SUS, é a destruição do SUS”, declarou.

Segundo o médico, a iniciativa reúne profissionais que consideram a defesa da saúde pública uma questão que ultrapassa as diferenças ideológicas e partidárias.

“Então, não são só os médicos de esquerda. São os médicos que têm compromisso com a saúde. Eu conheço um sujeito que é de direita e que vai votar em Lula para defender o SUS, para defender o SUS no formato que está: universal, com equidade, com integralidade”, afirmou.

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O médico destacou ainda a importância do SUS para milhões de brasileiros que dependem exclusivamente da rede pública de saúde. Ele citou programas e serviços como o Mais Médicos, a Farmácia Popular e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ressaltando a contribuição dessas iniciativas para a assistência à população. Ele também criticou a condução da pandemia de Covid-19 durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e relacionou o posicionamento do grupo à preocupação com as políticas de saúde que poderão ser adotadas em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL):

“O que o pai dele fez na Covid foram mais de 700 mil pessoas que morreram. E pelo menos 400 mil pessoas morreram com falta de vacina, que o pai dele não comprou. Na Covid, ele tripudiava, ficava mangando, como a gente gosta de dizer, de quem estava com falta de ar, dizendo que não era coveiro. Então, eles são desumanos”, declarou.

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Na avaliação do médico, a defesa do sistema público deve estar acima das divergências partidárias, uma vez que o acesso à saúde é um direito garantido pela Constituição Federal.

O movimento Médicos com Lula ganhou adesão de profissionais de diferentes regiões do país nos últimos dias, com a proposta de ampliar o debate sobre o futuro do SUS durante a campanha eleitoral. Para Dr. Luiz Aureliano, a mobilização não se restringe aos médicos ligados a partidos de esquerda, mas também envolve profissionais que reconhecem a importância da manutenção de um sistema público, universal e gratuito.

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