
Do Uol
O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha do presidente Lula (PT), disse que Flávio Bolsonaro (PL) não cumpriu os requisitos para abrir os sigilos bancários e fiscais dele e de sua família.
As duas campanhas tinham chegado a um acordo para que fossem abertas as movimentações financeiras e as conversas dos candidatos à presidência e de seus familiares para verificarem supostas irregularidades. A proposta foi feita inicialmente pelo presidente Lula no debate na Band.
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“O candidato Flávio fugiu do compromisso de abrir todos os sigilos, inclusive do Willer Tomaz”, afirmou hoje durante entrevista coletiva no QG da campanha petista, em Brasília.
Segundo Camilo, foi uma surpresa a não entrega dos documentos de autorização pela campanha de Flávio, já que a equipe do petista teria cumprido todos os requisitos solicitados pela campanha do PL, como abertura dos sigilos de voos da FAB e do cartão corporativo da presidência.
Camilo afirmou que o documento apresentado pelo PL permite a abertura dos sigilos de Flávio apenas após decisão da Justiça.
Em publicação no Instagram, o ministro-chefe da secretaria-geral da Presidência, Guilherme Boulos, classificou o documento entregue por parte da equipe de Flávio como “farsa”. “Eles não dão nenhuma autorização de abertura de sigilo, ao contrário da gente. Eles dizem que o juiz pode decidir quebra de sigilo se assim quiser”, disse.
Ontem (22), o ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que relata o processo envolvendo a abertura dos sigilos, deu uma decisão que autoriza a abertura dos sigilos, mas afirma que a medida poderia ser feita de modo espontâneo pelas campanhas.
A decisão também informa que não cabe à Justiça Eleitoral “definir” o que um candidato quer ou não divulgar. O ministro pondera ainda que é preciso “ter clareza sobre o alcance de tais providências”.
Conforme Camilo, a campanha petista esperava que Mendonça atuasse como mediador. A equipe de Lula apresentou uma nova petição ao TSE, pedindo a abertura dos documentos e avalia recorrer ao plenário.