
Do JCPE
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trocaram acusações sobre segurança pública durante o terceiro bloco do debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23).
O senador iniciou a discussão questionando o presidente sobre as saídas temporárias de presos e a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
Em resposta, Lula mencionou a morte de Ana Clara Gomes Machado, atingida por um tiro de fuzil enquanto brincava na porta de casa, em Niterói, em 2021. A mãe da menina, Cristiane Gomes da Silva, acompanhava o debate na plateia.
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O presidente questionou a atuação de Flávio na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de efetuar o disparo que matou a criança. O policial ainda não foi julgado. Flávio integrou sua defesa e assinou um recurso para tentar impedir que ele fosse submetido a júri popular. O pedido foi rejeitado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Na réplica, Flávio manifestou solidariedade à mãe da menina e afirmou acreditar na inocência do policial. O senador argumentou que, na ocasião, havia um confronto armado.
Flávio também prometeu classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações narcoterroristas e adotar medidas mais rígidas de combate ao crime.
Na tréplica, Lula voltou a criticar o adversário e mencionou homenagens concedidas por Flávio a pessoas apontadas como ligadas a milícias no Rio de Janeiro. O presidente também acusou o senador de abrir espaço para a interferência dos Estados Unidos em questões de segurança nacional ao defender a classificação das facções criminosas como organizações terroristas, medida que, segundo Lula, poderia dar margem à atuação do presidente norte-americano Donald Trump nesse contexto.
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