Fotos: Laís Gomes/Farol de Notícias
Fotos: Laís Gomes/Farol de Notícias

A previsão de temperaturas de até 43°C e umidade relativa do ar em torno de 15% acendeu o alerta para os riscos à saúde durante a onda de calor no estado. Nesta terça-feira (27), Giovanni Sá recebeu a enfermeira sanitarista Larissa Príncipe no programa Falando Francamente, da TV Farol de Notícias, no YouTube, para discutir os cuidados necessários diante das altas temperaturas.

Durante a entrevista, Larissa explicou que o período exige atenção redobrada no sertão pernambucano, onde a estiagem, a redução da disponibilidade de água e a baixa umidade do ar agravam os efeitos do calor. Segundo ela, a população deve evitar a exposição prolongada ao sol, principalmente entre as 10h e as 16h, período de maior preocupação.

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“Entre as 10h e as 16h, precisamos ter um cuidado muito maior. É importante manter a hidratação, buscar proteção contra o sol, usar roupas adequadas e evitar a exposição prolongada nesse período. Se precisar sair de casa, o ideal é tentar resolver as atividades fora desse horário. A nossa preocupação é principalmente com os idosos, as crianças e as pessoas que já têm alguma doença crônica ou baixa imunidade, mas toda a população precisa estar atenta”, alertou.

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A enfermeira também chamou a atenção para os sinais que podem indicar que o organismo está sofrendo os efeitos do calor excessivo. Entre eles estão suor intenso, dor de cabeça, tontura e desidratação. Ela destacou ainda os riscos de problemas urinários e de complicações associadas à elevação da pressão arterial.

A baixa umidade do ar pode provocar sangramentos nasais e irritação das vias respiratórias. Por isso, além de beber água regularmente, a recomendação é utilizar soro fisiológico para hidratar o nariz e procurar atendimento de saúde diante de sintomas persistentes ou agravamento do quadro.

CUIDADOS EM CASA

Para quem não dispõe de ar-condicionado ou umidificador, Larissa orientou a adoção de medidas simples para amenizar os efeitos do ar seco dentro de casa. O uso de toalhas molhadas e de recipientes com água pode ajudar a aumentar a umidade do ambiente.

A profissional ressaltou, porém, que esses cuidados devem ser acompanhados da ingestão frequente de água e da redução da exposição ao calor. A atenção precisa ser ainda maior com idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.

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PREVENÇÃO

A entrevista também abordou o trabalho de preparação realizado com municípios da região. De acordo com Larissa Príncipe, equipes de vigilância em saúde e de atenção primária estão sendo capacitadas para identificar sinais de risco e orientar os profissionais que atuam diretamente com a população.

Além dos problemas provocados pelo calor e pela desidratação, a preocupação inclui o aumento de doenças transmitidas pela água e pelos alimentos, assim como das arboviroses, a exemplo de dengue, zika e chikungunya.

A orientação é reforçar as medidas de prevenção, manter a hidratação e acompanhar os alertas das autoridades de saúde durante o período de temperaturas elevadas.

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