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Foto: Freepik

Uma leitora do Farol de Notícias procurou a reportagem para denunciar dificuldades de acesso à assistência no Posto de Saúde do IPSEP 1, em Serra Talhada. Segundo o relato, ela enfrenta problemas desde que se mudou para a região, há quase dois meses, e afirma que não conseguiu atendimento para a filha, que estava doente, mesmo no dia previsto para consultas infantis na unidade.

A moradora conta que passou cerca de um mês tentando localizar o agente comunitário de saúde para realizar o cadastro e que, diante das dificuldades, precisou recorrer à Policlínica para conseguir uma consulta de rotina para a criança.

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De acordo com a leitora, ao retornar ao posto em busca de atendimento para a filha doente, foi informada de que a enfermeira não estava presente. Ela afirma que também não recebeu informações claras sobre o motivo da ausência e que, ao solicitar uma avaliação médica para a criança, ouviu que não seria possível realizar o atendimento porque aquele não era o dia destinado à assistência infantil.

Confira, a seguir, o relato enviado pela leitora na íntegra:

“Venho demonstrar minha indignação com a falta de assistência que venho enfrentando no Posto de Saúde do IPSEP 1. Há quase dois meses me mudei para a região e passei um mês inteiro tentando localizar o agente comunitário de saúde para conseguir realizar meu cadastro. Diante de tanta dificuldade, precisei levar minha filha à Policlínica para uma consulta de rotina, pois foi mais fácil conseguir atendimento lá do que no próprio posto de saúde responsável pela assistência da população da área.

Hoje, precisei novamente de atendimento, dessa vez porque minha filha estava doente. Coincidentemente, hoje também seria o dia destinado às consultas infantis, conforme o calendário do próprio posto. Ao chegar lá, fui informada de que a enfermeira não estava presente. Quando questionei o motivo da ausência, recebi justificativas incertas, sem que ninguém soubesse informar com clareza o que realmente havia acontecido.

Diante disso, perguntei se o médico poderia avaliar minha filha, considerando que ela estava doente e precisava de atendimento. Questionei também o que deveria fazer, já que, se procurasse o hospital, poderia ser orientada a buscar atendimento na própria unidade básica de saúde. A resposta foi que ela não poderia ser atendida porque aquele não era o dia de atendimento infantil. Então, como fica a situação de uma criança doente que precisa de assistência? Deve simplesmente voltar para casa sem atendimento porque o profissional responsável não está presente ou porque, naquele dia, a unidade não atende crianças?

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A saúde não pode funcionar apenas conforme um calendário quando existe uma necessidade real de atendimento. Entendo que imprevistos acontecem, mas a população precisa de informações claras, acolhimento e, principalmente, de uma alternativa quando o profissional responsável não está disponível. E se fosse uma criança em uma situação mais grave? E as outras mães que passam pela mesma dificuldade e não têm condições de procurar atendimento em outro lugar?

O posto de saúde é a porta de entrada do SUS e deve oferecer assistência à comunidade. Não estamos pedindo favor, estamos buscando um serviço público essencial, ao qual temos direito. Fica aqui minha indignação e meu questionamento: que assistência o Posto de Saúde do IPSEP 1 está oferecendo à população se, justamente quando precisamos, não conseguimos atendimento? Espero que essa situação chegue ao conhecimento dos responsáveis e que providências sejam tomadas para que nenhuma outra mãe precise passar por isso ao buscar atendimento para seu filho.”

O OUTRO LADO

O Farol abre o espaço para o pronunciamento da Secretaria de Saúde sobre o assunto, em nome da gestora, Lisbeth Rosa Lima.

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