Consulado do Brasil em Lisboa diz que recebeu passaporte de Eliza Samudio
Foto: Reprodução

Com informações do g1

O Itamaraty informou nesta terça-feira (6) que o passaporte de Eliza Samudio foi localizado em Portugal. O documento, segundo o órgão, está vencido e cancelado. Após o achado, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa recebeu orientação para encaminhá-lo à sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, antes de destiná-lo à família de Eliza.

O passaporte foi encontrado na última sexta-feira (2), mas até o momento não há esclarecimentos sobre como o documento foi parar em território português. No mesmo dia da localização, o consulado brasileiro em Lisboa comunicou oficialmente o Itamaraty para receber instruções sobre os próximos procedimentos.

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Eliza Samudio teve o assassinato atribuído ao ex-goleiro Bruno Fernandes, com quem manteve um relacionamento e teve um filho. O crime ocorreu há 15 anos, e o corpo dela nunca foi localizado. Em março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por homicídio, ocultação de cadáver e sequestro do filho do casal. O ex-atleta passou ao regime semiaberto em 2018 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.

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Reação da família

Em entrevista ao g1 MS, Maria do Carmo, madrinha de Bruninho — filho de Eliza com Bruno — e representante legal de Sônia Moura, mãe da jovem, afirmou que a descoberta do passaporte não altera a convicção da família sobre a morte da modelo.

Segundo ela, a repercussão do caso causou novo sofrimento aos familiares e foi classificada como uma “crueldade”, especialmente para dona Sônia e para o neto. “ela não tem paz”, declarou. Maria do Carmo disse ainda que a família aguarda a análise do documento e, caso a autenticidade seja confirmada, pretende ter acesso ao passaporte.

Relembre o caso Eliza Samudio

Eliza desapareceu em 2010, aos 25 anos, pouco depois do nascimento de seu filho. À época, Bruno era goleiro titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade da criança. As investigações apontaram que ela foi sequestrada no Rio de Janeiro e levada para Minas Gerais, onde permaneceu em cárcere privado antes de ser morta.

Além de Bruno, outras pessoas foram responsabilizadas judicialmente. Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, amigo próximo do ex-goleiro e ex-policial militar, foi condenado a 15 anos de prisão por sequestro e cárcere privado. A Justiça entendeu que ele participou da execução do crime.

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O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, recebeu pena de 22 anos de prisão. Segundo a denúncia, foi ele quem matou Eliza por asfixia e ocultou o corpo, que nunca foi encontrado. Já Elenilson da Silva e Wemerson Marques, o Coxinha, foram condenados em 2013 por envolvimento no sequestro do bebê Bruninho, recebendo penas em regime aberto.

A ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues, também foi julgada, mas acabou absolvida pelo tribunal do júri. O caso permanece como um dos crimes de maior repercussão da história recente do país.