
A crise no Ciretran de Serra Talhada só faz se agravar. Nessa quarta-feira (7), em matéria especial do Farol [relembre], condutores e usuários do sistema enviaram uma série de denúncias sobre a ausência de infraestrutura no órgão. Entre os descasos, queda do forro, ausência de refrigeração, matagal e até formigueiro.
O coordenador atualmente da Ciretran em Serra Talhada é Tibério Ferraz, indicado pelo deputado Kaio Maniçoba.
Porém, conseguimos contato com Denis Carlos Gomes, supervisor da unidade. Denis é funcionário de carreira e explicou algumas provocações feitas por nossa reportagem publicadas nesta quarta (7). Acompanhe a entrevista.
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ENTREVISTA DENIS GOMES, SUPERVISOR DA CIRETRAN EM SERRA TALHADA
Farol: Por que o pátio onde ocorrem os exames práticos estavam tão sujos e tão cheio de mato, há tanto tempo?
Denis Gomes: Antes era possível contratar uma pessoa física, mas a gerência editou uma portaria que restringe a aplicação de recursos, que são, inclusive, limitados. São os próprios examinadores que “arregaçam as mangas” e capinam ao menos o circuito de exames de motos. Insistimos em perguntar quem deve fazer, então, o serviço. Ele respondeu que há uma empresa que venceu um processo licitatório para atender todo o Estado.
Nota da redação: Mas a empresa nunca aparece.
Farol: A refrigeração na CIRETRAN também é problema e já foi motivo de denúncia por um próprio servidor da casa. O que tem a dizer?
Denis: Foi informado, ainda em dezembro, pela terceirizada responsável pela manutenção dos aparelhos de ar-condicionado que um novo aparelho central será instalado agora em janeiro.
Farol: Na frente da CIRETRAN tem um formigueiro gigante, que nitidamente engoliu a metade do jardim e pode provocar um acidente, pois existem 3 palmeiras enormes, cujas raízes estão sendo atacadas pelas formigas. Isto parece que já faz tempo. Não pretendem tomar nenhuma providência?
Denis: Providências gostaríamos de tomar, mas o motivo de não termos é o mesmo anterior: os recursos de suprimento para pagar, no caso comprar veneno ou adotar outra medida esbarram na burocracia da portaria que restringe as possibilidades de aplicação. Não podemos fazer o que a lei não autoriza.
Farol: E quanto a cozinha da CIRETRAN naquela situação? Vimos que o gesso desabou e que está vazando muito. Não pode ocasionar um acidente?
Denis: Mesmo motivo citado anteriormente: só quem pode realizar o serviço é a terceirizada que venceu a licitação para manutenção dos prédios, onde funcionam as CIRETRANS em todo o Estado.
Farol: Por que a maioria dos servidores não usam farda ou ao menos um crachá para identificação?
Denis: Porque não foram disponibilizados estes itens. Da última vez que foram para agora já decorreu um período razoável, que desgastou o fardamento e crachás não foram fornecidos.
Farol: Vimos que existem 2 terminais na sala de provas teóricas e estavam desocupados.
Fomos procurados por um candidato que está tirando a carteira de habilitação, o qual reclamou não conseguir realizar sua prova, desde dezembro e até o final do mês de janeiro não tem vagas.
Ele foi orientado pelo chefe de habilitação a procurar um CFC, onde pode fazer, porém teria que pagar R$ 150 e ele não quer, pois a autoescola fica colada na parede da CIRETRAN.
Como é que se explica isto?
Denis: Isto não é culpa nossa, mas uma política da Gerência de Habilitação de Condutores, que é quem disponibiliza as vagas. Até dezembro eram disponibilizadas 14 vagas todos os dias. Agora em janeiro, reduziram para 7 e somente a partir do dia 15. Não entendi o porquê. Já levamos a demanda à Diretoria e esperamos que revejam o quanto antes, pois a procura está muito grande com este novo padrão e o cidadão é sofrido para ter que dispensar 100, 150, 200 reais, no caso daqueles que vêm de outras localidades como da zona rural, distritos e municípios circunvizinhos.
5 comentários em Denúncia repercute e supervisor da Ciretran Serra Talhada explica descaso na unidade