Deputada é atingida na cabeça por explosivo durante entrevista em Honduras
Foto: Reprodução

Uma deputada hondurenha ficou ferida na tarde de quinta-feira (8) após ser atingida por um objeto descrito pela imprensa local como um artefato explosivo, nas proximidades do Congresso Nacional, em Tegucigalpa. O caso aconteceu enquanto ela falava com jornalistas, em meio a manifestações relacionadas às eleições gerais realizadas no fim de novembro.

A parlamentar é Gladis Aurora López, integrante do Partido Nacional, legenda de oposição e de perfil conservador. Imagens divulgadas nas redes sociais registraram o momento em que o artefato explode na deputada, que tentava acessar o prédio do Legislativo quando foi atingida.

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Segundo relatos publicados por veículos locais, López apresentou sintomas como dores intensas, tontura, dificuldades auditivas e problemas de visão após o ocorrido. Dirigentes de seu partido informaram ainda que ela sofreu queimaduras e precisou ser encaminhada a um hospital para atendimento médico.

Deputada de Honduras foi levada para o hospital após ser alvo de ataque — Foto: Reprodução

O episódio ocorreu durante protestos convocados após a marcação de uma sessão no Congresso destinada a discutir pedidos de recontagem dos votos das eleições presidenciais. O resultado oficial foi divulgado em 24 de dezembro, apontando vitória de Nasry Asfura, do Partido Nacional, por margem inferior a 1% em relação ao segundo colocado, Salvador Nasralla, do Partido Liberal.

Em meio às acusações cruzadas, o Partido Nacional atribuiu o lançamento do artefato a integrantes do partido governista Liberdade e Refundação (Libre), de esquerda. Até o momento, representantes do Libre não se manifestaram publicamente sobre a acusação.

O presidente do Congresso Nacional, Luis Redondo, condenou o ataque e anunciou a abertura de uma investigação. De acordo com ele, imagens de câmeras de segurança e registros do sistema de emergência serão analisados para identificar os responsáveis pelo ato.

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Eleições contestadas

A eleição presidencial hondurenha, realizada em 30 de novembro, foi marcada por forte polarização política, atrasos na apuração e questionamentos judiciais. Observadores internacionais acompanharam o processo e, segundo o jornal The New York Times, afirmaram não ter encontrado indícios de manipulação eleitoral, apesar das denúncias apresentadas por diferentes grupos.

Com a confirmação do resultado, Asfura deverá assumir a presidência em 27 de janeiro, sucedendo Xiomara Castro, eleita em 2021, quando a esquerda retornou ao poder no país após mais de uma década de governos conservadores.