Feirantes
Fotos: Lais Gomes/Farol de Notícias

Na manhã desta segunda-feira (26), a reportagem do Farol de Notícias esteve na Praça de Alimentação que funciona ao lado da feira livre, em Serra Talhada para ouvir feirantes e frequentadores do local. De acordo com relatos recebidos, eles cobram novamente melhorias e segurança para que possam continuar trabalhando e frequentando o local.

Esta não é a primeira vez que o Farol visita o espaço e registra a insatisfação da população (leia mais abaixo). Entretanto, o ambiente segue ainda sem melhorias e tem dificultado o trabalho dos comerciantes, que se dizem abandonados pela gestão municipal e sem segurança.

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Daniele Gomes da Silva, é filha de uma comerciante da praça de alimentação e afirma que os trabalhadores estão vulneráveis e completamente sem segurança no local. Ela também pontua que o espaço encontra-se abandonado pela gestão municipal.

“Aqui no pátio da feira está muito abandonado. Está um caos sem policiamento e guardas de segurança. Até tem guardas de segurança e câmeras também. Porém, eles estão lá vendo e não fazem nada. Já que eles não querem se meter, deveriam pelo menos chamar a polícia. Os donos de boxe estão aqui trabalhando à toa, porque ontem mesmo minha mãe foi praticamente agredida aqui por um homem, porque não tem segurança, não tem policiamento. Mas a pauta de hoje é porque a prefeita abandonou o pátio da feira”, explicou Daniele continuando:

“Ela deveria olhar mais para cá, porque quando está perto da eleição, ela sabe vir aqui pedir voto para o povo. Aí depois disso ela esquece. Os donos de box vêm trabalhar aqui arriscando sua vida, porque aqui não tem um policiamento. Chega uma pessoa aqui com uma arma, com uma faca para fazer o mal a alguém, faz, fica por isso mesmo. Quem deve paga, quem não deve paga também e fica por isso mesmo”.

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Antônio Anchieta Nogueira, é frequentador assíduo da praça de alimentação, que lamenta que um espaço de convivência, encontre-se atualmente na situação em que está, sem melhorias e sem segurança para quem trabalha, como também para quem frequenta o espaço.

“Isso aqui é um bem público, onde poderia ser muito mais bem zelado, porque aqui é um espaço onde as pessoas vêm se alimentar, beber, discutir, brincar. Só que está impraticável de você ficar aqui. Isso aqui não se trata de perseguição política, mesmo porque eu sou do mesmo partido da prefeita. E me dói quando eu vejo um ambiente desse aqui, um ambiente bonito, um ambiente agradável, na situação que está. Você não vê o secretário, você não vê a prefeita vir aqui questionar os donos de box pra ver o que realmente está acontecendo. E procurar melhoria pra cá.

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E que seja um espaço viável pra se presenciar, se vir pra cá, se divertir. E está insuportável isso aqui. Então está um abandono total. Os seguranças que tem aqui não são seguranças, são porteiros. Eles ficam também de mãos atadas, porque eles não têm culpa. O comando vem de cima. Então se não há ordem, fica difícil se praticar. Para pessoas de bens praticar, é vir aqui e se divertir. Então está insuportável. Eu faço um apelo à prefeita e ao secretário que ele venha aqui, converse com as pessoas, converse com os donos de box, veja o que está acontecendo. Isso aqui está totalmente abandonado. Eu não sei o que é isso que a prefeita Márcia não vem aqui.

Não faz presente aqui pra ver os questionamentos das pessoas que trabalham aqui, dos frequentadores. Eu não sei o que é que tem de errado aqui, que ela não pode vir aqui. Venha, prefeita. Mostre sua cara. Venha pra cá, veja os questionamentos daqui e procure solucionar os problemas daqui. Isso aqui não é uma crítica destrutiva. Pelo contrário, eu sou serra-talhadense. Eu quero que todos os ambientes funcionem como devem funcionar. Mas isso aqui está insuportável e totalmente esquecido. Então esse é o meu apelo. Como morador de Serra Talhada, nasci e me criei aqui, como frequentador e que quer o bem pra Serra Talhada e o bem pra prefeita também. O seu trabalho que seja reconhecido para o melhor, para a população. Esse é o meu papel”.

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Ana Paula Leite é uma das comerciantes do espaço e também reinvindica que a gestão municipal realize melhorias no seu espaço de trabalho. Ela afirma que a falta de segurança e de infraestrutura tem afastado os clientes do seu trabalho, o que traz uma série de prejuízos para os trabalhadores. Ainda de acordo com Ana Paula, os profissionais da segurança privada só aparecem lá no horário de fechamento.

“A feira aqui, a gente está como indigente. Aqui, você olha o piso dessa feira. O movimento da feira não existe. O mercado público teve quantas reformas durante a prefeita estar no poder. Várias. Aqui não teve nenhuma. Um dia de segunda-feira, como hoje, é o dia mais movimentado. Mas pode filmar e olha aí o movimento. Aí olha a turma que fica aqui, perturbando na feira. Um cliente chega na mesa, pai de família, mãe de família, não vem pro ambiente desse.

Por quê? A gente tá precisando de quê? Segurança que não tem. O segurança daqui é só na hora de fechar. Se tiver um cliente na mesa, eles vêm tirar. Aí diz que a gente paga o imposto. É só na hora de fechar que aparece. Aqui tem briga, aqui tem facada. Essa semana passada teve uma briga aqui muito feia. Foi até parar em delegacia. Então eu acho assim, que a gente tá precisando de muita coisa aqui dentro. Principalmente segurança no dia de hoje tinha uma bandinha tocando aqui. Não tem mais. Aquilo ali é um palco?

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Eu acho que ali é um chiqueiro de porco. Porque um chiqueiro de porco ganha pra aquilo ali. Um palco que era pra ser aqui. Então aqui não tem nada. Aqui tem gente que hoje ainda não vendeu nada. Eu mesmo. Tem uma mercadoria aqui, tem uma mercadoria para pagar e se eu não tiver ninguém pra vir comprar, como é que eu vou pagar? Porque tudo eu tiro daqui. Então, cadê o movimento da gente? Ela veio aqui na primeira eleição dela, aí vem os vereadores pedindo voto, porque nenhum vereador faz nada aqui. Os vereadores aqui só vêm quando é eleição, a pegar na mão da gente e fazer promessa.

A gente abre de seis da manhã. Aí o horário é pra fechar três horas. Isso aqui era pra gente estar trabalhando até seis da noite. Isso aqui é um canto público. Isso aqui é o centro da cidade. Aqui é o foco. Mas aqui não. Aqui virou o lixo da cidade. É igual a concha, a concha acabou. A praça grande acabou, porque de noite, o pai de família não vai com seus filhos para ali”.

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