Funcionários da Caixa são alvo de operação da PF
Foto: Divulgação

Com informações do Diário de Pernambuco

A Polícia Federal deflagrou a Operação Senha Remota para apurar um esquema de fraudes bancárias envolvendo empréstimos consignados no Agreste de Pernambuco. Entre os investigados estão funcionários da Caixa Econômica Federal e uma colaboradora de uma correspondente bancária, suspeitos de atuar de forma articulada para aplicar os golpes.

As investigações começaram após clientes da Caixa identificarem movimentações financeiras irregulares em suas contas e formalizarem contestações junto à instituição. Diante das reclamações, o banco comunicou o caso às autoridades, o que deu início às apurações conduzidas pela Polícia Federal.

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Segundo o delegado Jean Galindo, responsável pelo caso, as análises apontaram indícios de participação direta de servidores da instituição financeira e de uma funcionária de correspondente bancária. O prejuízo estimado às vítimas ultrapassa R$ 400 mil.

De acordo com a PF, o grupo simulava a emissão de documentos e impressos fraudulentos e criava senhas de acesso indevidas aos sistemas bancários, tudo sem o conhecimento dos clientes. Com isso, eram realizados empréstimos consignados irregulares, e os valores acabavam transferidos para contas de terceiros.

As investigações também indicam o uso de documentação falsificada para abertura de contas bancárias, além da inserção de dados falsos nos sistemas da Caixa, o que caracteriza um esquema estruturado e recorrente de fraudes.

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Durante a operação realizada na quarta-feira (21), foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão — três em Gravatá e um em Sairé, municípios do Agreste pernambucano. Nos endereços alvos, os agentes recolheram celulares, computadores, documentos e comprovantes bancários, que passarão por análise detalhada.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio e o sequestro de bens e ativos financeiros em valor superior a R$ 400 mil, com o objetivo de garantir o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

Os investigados poderão responder por crimes como estelionato majorado, falsidade documental, inserção de dados falsos em sistema bancário, lavagem de dinheiro e associação criminosa.