Lula passa por cirurgia de catarata nesta sexta (30); entenda a doença e como é o procedimento
Presidente Lula – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passará por uma cirurgia de catarata no olho esquerdo nesta sexta-feira (30), em Brasília. Os exames preparatórios para o procedimento foram realizados ao longo desta quinta-feira (29), segundo informações divulgadas pela assessoria presidencial. A intervenção ocorrerá em um hospital da capital federal.

Esta não será a primeira vez que o presidente Lula se submete ao procedimento. Em 2020, Lula realizou a mesma cirurgia, à época no olho direito, também sem intercorrências.

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A catarata é uma condição comum associada ao envelhecimento e ocorre quando o cristalino — lente natural do olho — perde sua transparência, tornando-se opaco. Esse processo compromete a visão e provoca a sensação de enxergar como se houvesse um vidro embaçado ou um ambiente constantemente nublado à frente dos olhos. Além da idade, fatores como diabetes, uso prolongado de corticoides e traumas oculares também podem contribuir para o surgimento do problema.

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Tratamento de Lula

O único tratamento eficaz para a catarata é cirúrgico. Não há colírios, medicamentos ou óculos capazes de reverter a opacificação do cristalino. A cirurgia é indicada quando a redução da visão começa a impactar tarefas cotidianas, como leitura, deslocamento, trabalho ou reconhecimento de pessoas — e não há mais a necessidade de aguardar que a catarata “amadureça”, como se acreditava no passado.

Atualmente, a técnica mais utilizada é a facoemulsificação, considerada padrão internacional. O procedimento é minimamente invasivo, dura entre 15 e 30 minutos e consiste na fragmentação do cristalino opaco por ultrassom, seguida da aspiração dos fragmentos e da implantação de uma lente intraocular artificial transparente. A cirurgia é feita com anestesia local e, em geral, o paciente recebe alta no mesmo dia.

De acordo com dados do National Eye Institute, cerca de 90% das pessoas submetidas à cirurgia apresentam melhora significativa da visão após o procedimento.

As lentes implantadas podem variar conforme o perfil do paciente. Existem modelos monofocais, que corrigem a visão para uma única distância; multifocais ou trifocais, que ampliam a capacidade visual para perto, intermediário e longe; e tóricas, indicadas para quem possui astigmatismo. No Sistema Único de Saúde (SUS), o procedimento é realizado com lentes monofocais.

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Pós-operatório e recuperação

O período de recuperação costuma ser rápido. Em poucos dias, já é possível perceber melhora visual, embora o resultado final possa levar algumas semanas. Entre as orientações médicas mais comuns estão o uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios, evitar esforço físico intenso, não coçar os olhos e comparecer às consultas de acompanhamento.

Complicações são raras, mas podem ocorrer, o que reforça a importância do acompanhamento médico durante o pós-operatório.