Por Bruna Santana, de Serra Talhada

O Brasil trata os nossos professores como trata o nosso futuro, com descaso. Com o ensino de faz de conta, Universidades acéfalas e um futuro cada vez mais incerto. Mas, enquanto a educação sucumbe, o Estado oferece, e o povo, inculto e incauto, aceita de bom grado: a aprovação automática, as cotas sem mérito, os analfabetos funcionais, enfim, a mediocridade ampla, geral e irrestrita, que só interessa aos poderosos.

Mas sabemos que o progresso de um povo depende do sucesso da educação. Já a boa educação depende de bons mestres. E não só de bons salários vive um bom professor. Ele precisa também de qualificação, de estímulos. Ele merece respeito, dignidade, reconhecimento. O Brasil não valoriza seus professores porque não se preocupa com o amanhã.

Para o brasileiro, basta depositar os filhos na escola. Para o filho, basta passar de ano, mesmo que didaticamente reprovado. Para o cotista, basta entrar na faculdade, nem que seja por caridade ou por engano. Para o Estado basta às estatísticas, o conhecimento é apenas um mero detalhe. Mas nem sempre dar escola não é dar educação. Mas, pra que serve o conhecimento? Pra quê abrir mentes? Fazer-nos pensar? Aos poderosos, não interessa um povo culto. Afinal, quem pensa por si mesmo não se deixa manobrar.

 

Veja também:   Braga Netto deixa o governo para concorrer na chapa de Bolsonaro