Publicado às 8h15 deste domingo (9)

COLUNA MOMENTO POÉTICO

Por João Luckwu, poeta e escritor serra-talhadense

A coluna “Momento Poético” deste domingo tem a honra de apresentar o poeta Simplício Lira, popularmente conhecido por Pio, natural de Serra Talhada, com formação acadêmica em Licenciatura em Matemática, Bacharel em Administração de Empresas e Pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios, desportista, músico, cantor, compositor, artista plástico e membro titular da cadeira 35 da Academia Serra-talhadense de Letras.

Com seu jeito singular, porém com rebuscada maestria, o poeta nos presenteia três poemas com temas distintos. No primeiro poema nos traz uma mensagem mostrando que a riqueza e a pobreza se igualam após a morte.

CONHEÇA A MAESTRIA DO POETA SIMPLÍCIO LIRA

Em visita ao Dia de Finados

nós levamos saudade, flor e vela,

acendi meia dúzia na capela

onde tenho parentes sepultados.

Vi alguns mausoléus de segregados

dividindo espaços desiguais,

numa falsa impressão do valer mais

ante às tumbas pomposas belos túmulos

apesar de ostentar os seus acúmulos,

quando ao pó, todos nós somos iguais.

Simplício Lira – Pio

Dia de Finados – 02/11/2021

No segundo poema, faz uma belíssima homenagem à saudosa “Dona do Carmo”, eterna companheira do também saudoso poeta José Marcolino, a pedido de Lúcia, uma das filhas do saudoso casal, por ocasião da passagem do sétimo ano no plano terrestre.

Hoje são sete anos de ausência,

são também sete filhos com saudade,

neste dia é enorme uma vontade

de trazê-la pra nossa convivência.

Se o dono Senhor da existência

concedesse pra ela mais uns dias,

certamente seriam de alegrias

não teria nem como agradecer

e felizes também iam fazer,

Veja também:   Homem com tornozeleira é morto a tiros na BR-232, no Agreste

cinco Zés e também duas Marias.

Simplício Lira – Pio

05/12/2021 – 7 anos do falecimento de Dona Do Carmo

No terceiro poema, glosando o mote dos “Nonatos”, o poeta mostra sua indignação com a desigualdade social por ocasião do Natal, onde um cenário de fartura se contrasta com a fome e o abandono.

É difícil demais compreender

quanto o mundo produz de alimento

e a gente assistindo ao sofrimento

de alguém que não tem o que comer.

Se Noel, por acaso, aparecer

que no saco ele traga de presente

e que dê a criança mais carente

pão, amor e um lar abençoado.

O Natal do menor abandonado

Incomoda Jesus profundamente!

Simplício Lira – Pio – 25/12/2021

Mote: Os Nonatos