pai da bebê detalha laudo iml
Fotos: Reprodução / Vídeo Instagram @culturafm929

Com informações da Rádio Cultura FM

O caso da bebê de 1 ano e 2 meses, Laura Thallyta Rodrigues dos Santos, tem causado muita comoção nas redes sociais e também muitos questionamentos sobre o que de fato aconteceu com a criança. A filha mais nova do casal de serra-talhadenses, Yali Fernanda e José Igor, moradores do bairro Bom Jesus, morreu dentro de uma ambulância a caminho de Recife, após ingerir medicamentos para ansiedade e depressão na última terça-feira (7).

Na primeira parte da reportagem da Rádio Cultura FM [relembre] a mãe da criança relatou com detalhes todos os momentos desde a última segunda-feira (5) quando Laura foi levada ao Hospam após ingerir os medicamentos. A bebê faleceu dentro da ambulância, na cidade de Arcoverde, no Sertão do Moxotó. Lá os médicos iniciaram o procedimento de investigação da causa da morte, e vieram mais problemas e burocracias para a família da menina.

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“[A médica] perguntou se a gente ia querer trazer o corpo ou ia querer fazer o procedimento, levar para saber qual era a causa da morte. Se tinha sido pancada na cabeça, o que teria sido causado. A gente ia, falou com a família e disseram não, para não ter mais dor é melhor trazer. Depois disso, meu esposo voltou lá e ela falou: ‘vai ter que fazer para saber a causa da morte’. Ele foi com a criança, teve que ir para a polícia fazer um boletim, para poder botar no IML”, comentou Yale, finalizando:

“Lá foi feito o procedimento e o rapaz do IML falou que ela não teve traumatismo. Nem tinha nenhuma pancada na cabeça, nenhum hematoma. Então, fica aí a dúvida. Eu espero que quando sair o laudo, a gente investigue o que aconteceu para tomar as providências, saber na real o que aconteceu. A assistente social do Hospam falou comigo, disse que que se teve erro médico na ambulância ou o que foi de erro médico, o Hospam vai ter que arcar”.

Yale Fernanda e a filha Laura Thallyta no Hospam – Fotos: Reprodução / Vídeo Instagram @culturafm929

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RELATO DO PAI DA BEBÊ

O genitor da pequena Laura é o José Igor, ele foi o responsável pelos trâmites após a morte e acompanhou a criança de Arcoverde até Caruaru, no agreste do estado. Diante de uma escolha difícil, o hospital e a funerária orientaram a família a encaminhar o corpo para o IML e investigar a causa da morte. Foram quase 24 horas esperando para velar a criança, andando do hospital, para delegacia, IML e enfim poder voltar para casa.

“Como a gente já estava em um luto grande, queria trazê-la para cá [Serra Talhada], quando chegou de manhã, que o carro funerário foi para lá [Arcoverde], não tinha esse papel mostrando para vir, ia transferir para Caruaru. Eles pediram para a gente ir em um departamento de polícia, fazer um boletim de ocorrência, para poder colocar uma pulseira nela e fazer a autópsia. Nisso tudo, a demora foi muito grande. Teve muitas pessoas que foram ignorante com a gente. Principalmente no departamento, queria jogar a gente para o hospital regional, queria que fosse para outro departamento de polícia”, relatou José Igor, continuando:

José Igor, pai de Laura – Fotos: Reprodução / Vídeo Instagram @culturafm929

A criança ficou exposta de 3 a 4 horas, o caixão funerário ficou no sol e a gente com medo de não dar tempo de trazer o corpo e fazer o velório. Quando foi 5 horas da tarde a gente trouxe o corpo para poder colocar o formol. O hospital de Arcoverde estava informando que tinha sido um traumatismo enticefálico e medicação. Quando chegou lá [IML de Caruaru], o rapaz fez a autópsia e disse que não tinha lesão nenhuma na cabeça, o agente funerário confirmou. E ficou aquela ponta de interrogação, qual foi o erro principal? Foi uma morte prematura, muito rápida. Não deu tempo de entender, vimos a morte da criança toda ao vivo”.

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Apesar dos detalhes iniciais repassados pelo Instituto Médico Legal, a morte de Laura Thallyta foi registrada como morte a esclarecer. O laudo completo sobre a autópsia da criança deverá ser repassado a Polícia Civil dentro de 30 dias, que é o prazo regular da instituição. O velório da menina aconteceu na tarde da última quarta-feira (8), no bairro Bom Jesus.

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INVESTIGAÇÃO – OUTRO LADO

De acordo com informações da família, caso deverá ser apurado pelas autoridades. A reportagem do Farol de Notícias também entrou em contato com o Hospam na tarde desta quinta-feira (8).

De acordo com a diretora, Ákila Monique, todo o caso está sendo investigado e ela emitirá uma nota de acordo com o atendimento realizado pelo Hospam.