Pai confessa que matou filho de 2 anos após ver foto da ex com amigo
Foto: Reprodução

Com informações do g1

Um homem de 21 anos foi preso após confessar à polícia que matou o próprio filho, de dois anos, por asfixia, em Sorriso, município localizado a 420 km de Cuiabá (MT). O crime, segundo a investigação, ocorreu motivado por inconformismo com o fim do relacionamento com a mãe da criança.

Identificado como Rairo Andrey Borges Lemos, o suspeito afirmou em depoimento, no sábado (3), que agiu “movido por ódio ao ver a foto da ex com um amigo”. De acordo com a Polícia Civil, ele também deixou uma carta de despedida na qual relatou a intenção de matar a criança por não aceitar o término da relação.

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O casal estava separado havia cerca de duas semanas. Conforme relato da mãe à polícia, ela havia iniciado um novo relacionamento, situação que teria provocado a reação do ex-companheiro.

Em entrevista ao g1, a delegada responsável pelo caso, Layssa Crisóstomo, informou que o investigado deve responder por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos e pela agravante de o autor ser o próprio pai. “Ele confessou que foi movido por ódio ao ver uma foto da ex com um amigo, e acabou sufocando a criança, como se estivesse abraçando e depois tentou se matar”, declarou.

Segundo a delegada, o suspeito passou por audiência de custódia neste domingo (4) e permanece à disposição da Justiça. Durante as diligências, policiais encontraram 12 munições de calibre .380 na residência do investigado, mas nenhuma arma foi localizada. Os laudos periciais do local do crime e o exame de necropsia ainda aguardam conclusão.

O boletim de ocorrência aponta que, quando a Polícia Militar chegou ao imóvel, o homem já havia levado o menino, identificado como Davi Lucca da Silva Lemos, a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Devido à gravidade do estado de saúde, a criança foi transferida para o Hospital Regional, mas não resistiu.

A mãe da vítima compareceu à unidade hospitalar e confirmou aos policiais o término do relacionamento com o suspeito. Pouco tempo depois, ele foi localizado, detido e encaminhado para os procedimentos legais.

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Ao comentar o caso, a delegada classificou o crime como extremamente grave. “É um crime terrível, onde quem deveria proteger acaba matando e por um motivo muito banal por conta do término de um relacionamento. As pessoas estão muito egocêntricas, não aceitam serem contrariadas e, para prevalecer a sua vontade, são capazes de qualquer coisa, até mesmo tirar a vida de uma criança inocente”, afirmou.