
Do Panorama PE
Um mandado contra um policial civil resultou em um desfecho incomum na última quinta-feira (15/01) na Região Metropolitana do Recife. O agente Carlos César Florentino Novaes, de 50 anos, apresentou-se voluntariamente à Delegacia de Igarassu para cumprir a ordem de prisão expedida contra si mesmo.
Atualmente, a justiça o acusa de tentar matar a tiros o agente de trânsito Marc Antônio Ferraz Nunes no ano de 2005. O crime possui raízes profundas em uma antiga rixa entre as famílias Ferraz e Novaes, originada no município de Floresta, no Sertão de Pernambuco.
Além disso, o policial descobriu a pendência judicial ao consultar o banco nacional de mandados, informando imediatamente sua chefia sobre a situação. Por consequência, o próprio agente deu voz de prisão a si mesmo, demonstrando uma conduta de cumprimento estrito da ordem judicial.
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No registro oficial da ocorrência, o policial listou o que considera erros técnicos em seu julgamento e expressou preocupação com sua integridade física no sistema prisional. Ele relatou que, em janeiro de 2005, já havia se entregado espontaneamente após a tentativa de homicídio ocorrida no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.
Portanto, o caso remonta a um atentado no Bar Tropicália, onde a vítima sobreviveu aos disparos e hoje atua como guarda municipal em Jaboatão dos Guararapes. Do mesmo modo, as autoridades ainda não esclareceram o motivo pelo qual o mandado de prisão permanecia em aberto tanto tempo após o julgamento inicial. Por outro lado, o histórico de violência entre as famílias registrou episódios graves nos anos seguintes ao crime original.
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Certamente, a rivalidade entre os grupos familiares se intensificou em 2010, quando Carlos César sofreu um atentado em Paulista. Na ocasião, o veículo do policial recebeu 36 disparos de arma de fogo, mas ele sobreviveu mesmo sendo atingido em diversas partes do corpo.
As investigações da época apontaram que membros da família Ferraz planejaram o ataque como uma forma de vingança. Como resultado, a polícia prendeu quatro suspeitos em Orocó.