Fotos: Licca Lima/Farol de Notícias
Fotos: Licca Lima/Farol de Notícias

Nesta sexta-feira (26), Giovanni Sá recebeu no Programa Falando Francamente, da TV Farol de Notícias no YouTube, os professores Carlos Antônio e Maria Gorete, para falarem sobre os precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, FUNDEF, a serem pagos aos profissionais da categoria, em Serra Talhada, que na época, faziam parte do quadro da gestão municipal.

Durante a entrevista, os profissionais da educação falaram sobre como foram gerados os precatórios, que há quase duas décadas, ainda aguardam receber os valores. Eles pontuam que muitas pessoas que aguardavam receber estes valores, infelizmente, já até faleceram e outras, já teriam sido acometidas por doenças ao longo do tempo.

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“Os precatórios tem sido um tema que tem gerado muita expectativa, ansiedade e até adoecendo. Eles foram gerados de uma diferença de repasse menor da união, que não foi apenas para Serra Talhada, mas também para outros municípios, estados, principalmente estados do nordeste, no período de 1997 a 2006. Depende de cada cidade, de cada estado, o período, em Pernambuco, foi neste período de 1997 a 2006, a diferença menor, em Serra Talhada, foi de 2000 a 2006, o município entrou com a ação e nós já estamos em 2025, então está completando duas décadas nesta luta”, explicou o professor Carlos, complementando:

“É uma luta pelo direito, que quando não repassado naquela época, gerou um efeito cascata na remuneração desta categoria até hoje e mesmo que a gente venha a receber daqui a pouco este dinheiro, não cobre as diferenças, os problemas, porque é uma verba, recurso de natureza alimentícia e repercute diretamente na família, na qualidade de vida, no tratamento de saúde das pessoas que no decorrer deste período, muitos até já faleceram. Os herdeiros terão direito a este recurso, mas não tiveram o sonho realizado, porque muita gente gastou, comprou antecipado, se endividou, mas este processo transitou em julgado, passou por diversas esferas da justiça, chegou no supremo, foi transitado, julgado, temos direito garantido, mas o processo judicial envolve várias tramitações e agora precisa apenas da assinatura do juiz de execução”.

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“Quando este processo começou, há quase duas décadas, eram quase 218 professores que teriam direito a este benefício, passou o tempo, na época que Dr. Carlos Evandro era prefeito, ele anunciou que era bastante dinheiro e elevou a autoestima de todo mundo, aquela ansiedade que todo mundo pensou que iria comprar sua casa, carro, e o tempo foi passando e no ano passado, a prefeita Márcia Conrado anunciou que tinha chegado o recurso no valor R$ 27,5 milhões, quando voltou a alegria e o entusiasmo de todo mundo esperar e esperávamos que recebesse ainda no ano passado, mas agora nos deixou um pouco triste, porque depende apenas da assinatura do juiz, para transferir estes recursos da conta judicial para a conta da prefeitura, mas tem mais de 2.700 processos na frente para ele assinar”, analisou a professora Gorete, enfatizando:

“Algumas das nossas colegas estão doentes, com ansiedade, a maioria já são pessoas aposentadas, que além da ansiedade, gostaria de ter uma vida para gozar daquilo que é seu por direito. Se morrer, vai ficar para os filhos ou netos, mas o direito é seu que trabalhou e é quem tem que ususfruir”, finalizou.

ASSISTA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA: