
Depois de 10 anos, vários prêmios e temporadas de sucesso em outros estados, o monólogo “O Açougueiro”, do ator e pesquisador, Alexandre Guimarães, está de volta aos palcos do Estado. A circulação iniciou dia 14 de novembro, no Teatro Capiba, no SESC Casa Amarela, em Recife, e segue para as cidades de Verdejante e Serra Talhada. As apresentações são gratuitas, abertas à todas as idades e contarão com intérprete de Libras, tornando o espetáculo acessível ao público com deficiência auditiva. Na capital do xaxado, o espetáculo acontecerá no próximo sábado (10), a partir das 20h, no quintal do Museu do Cangaço.
Amor, preconceito, intolerância e feminicídio. Esses são alguns dos temas presentes no espetáculo, que conta a história de amor de Antônio, homem de infância pobre, que realizou o sonho de abrir o próprio açougue, e sua esposa, a jovem Nicinha, uma ex-prostituta do pequeno vilarejo no coração do sertão nordestino, mas também mostra o lado sombrio dos sentimentos humanos.
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Ao todo, o ator interpreta nove personagens, dividindo-se entre diálogos, cantos e algumas manifestações da cultura popular nordestina como os aboios, cantigas de reisados e toadas de vaqueiro. Com texto e direção de Samuel Santos, o espetáculo nasceu em julho de 2015, no Recife.
Baseado no Teatro Físico e Antropológico, e galgado nas manifestações culturais sertanejas, trazendo aspectos da cultura do sertão que vão além do imaginário estigmatizado que apenas vê o Nordeste como um lugar de chão rachado e carcaça de animais. Outra temática abordada no espetáculo é a violência contra a mulher e o feminicídio.
“O Açougueiro” já realizou sete temporadas entre o Nordeste e o Sudeste. E recebeu diversos prêmios, entre eles, os de melhor ator, melhor monólogo e melhor maquiagem na 16ª edição do Prêmio Cenym de Teatro Nacional; e o de melhor ator no Festival Internacional Janeiro de Grandes Espetáculos 2016. Com o tema “O Açougueiro 10 anos: do litoral dos sentimentos à sequidão dos desejos” o projeto, aprovado com o Incentivo Funcultura Fundarpe Secretaria de Cultura do Governo do Estado de Pernambuco, terá apresentação única em cada cidade.
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Além das apresentações teatrais, o projeto contempla a “Oficina de Atuação Teatro Físico e Antropológico”, voltada para profissionais e estudantes de artes cênicas, dança e performers. Um treinamento com base nas técnicas de atuação do próprio Guimarães, fruto de seus 10 anos de pesquisa em busca do estado de representação.
A oficina é voltada majoritariamente a artistas da cena e estudantes de artes cênicas de cada um dos municípios, a partir de 18 anos.
Todas as ações serão gratuitas, de modo a ampliar o alcance do espetáculo, sobretudo a populações mais carentes, que têm pouco ou nenhum acesso a ações culturais. Também pensando na acessibilidade comunicacional, haverá a presença de intérpretes de Libras em todas as apresentações e oficinas, com incentivo do Funcultura/Fundarpe – Secretaria de Cultura/Governo de Pernambuco.
SERVIÇO:
Data: 10 de janeiro (sábado) – Horário: 20h
Local: Quintal do Museu do Cangaço
Ingressos retirados gratuitamente no local
Oficina: 09 e 10 de janeiro
Horário: das 13 às 17h
Inscrições: bit.ly/oficinacirculacao