
Nesta quinta-feira (8), Dia do Fotográfo, o Farol de Notícias presta uma homenagem a todos os profissionais que passaram pelo Farol ao longo de quase 15 anos de história em Serra Talhada e a todos os profissionais que dedicam-se diariamente a este ofício que possibilita eternizar momentos e guardar recordações através de imagens. Um dos profissionais bastante conhecidos no ramo da fotografia na cidade é Orlando Telles.
Francisco Orlando Pereira de Menezes, 52 anos, é de Calumbi, mas nasceu em Serra Talhada, no dia 27 de outubro de 1973. Popularmente conhecido como Orlando Telles, ele conta que escolheu adotar o sobrenome materno, para usar artisticamente, simplesmente por achar bonito.
Desde sua infância, vivida em Calumbi, ele já despertava o gosto pela arte, principalmente as artes visuais como desenho, pintura, artes plástticas e também a fotografia. Quando criança, ele já possuia um olhar curioso e sempre que via um fotógrafo por perto já se aproximava e admirava seu trabalho. Era fascinado pela arte e como não tinha uma câmera fazia seus registros com lápis, pincel e tinta.
Aos 18 anos de idade, ele foi morar em Feira de Santana, na Bahia, com um tio, que também era apaixonado pelas artes e foi neste período em que conheceu uma câmera fotográfica de verdade. Seu tio, que gostava de filmar e fotografar por hobby, acabou tendo uma grande contribuição para sua trajetória profissional.
“Aos 18 anos fui morar em Feira de Santana na casa de um tio. Tio Louro era outro apaixonado por artes, ainda hoje é, e foi ele que me apresentou a uma câmera de verdade. Meu tio era funcionário da Petrobrás, mas gostava de fotografar e de filmar, ele tinha tudo, tinha uma câmera muito boa e uma filmadora, era um hobby dele. Eu dei meus primeiros passos lá em Feira, com 18 anos de idade. Durante os cinco anos que passei em Feira, eu estudei, trabalhei de balconista em uma loja de Jóias, e fazia cobertura de eventos nos fins de semana, com a câmera do meu tio, trabalhávamos eu e meu primo, e meu tio deu até um nome a produtora, era a JGM Produções”, relembrou Orlando.
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Após cinco anos longe de casa, ele decidiu retornar para sua terra, com o sonho de seguir carreira como fotógrafo, mas sem condições de comprar uma boa câmera. Em menos de um ano de volta a Calumbi, ele recebeu uma proposta de trabalho em Caruaru e foi embora novamente, trabalhar em uma loja de móveis e eletrodomésticos.
Em Altinho, cidade que morava, começou a oferecer trabalhos como fotógrafo e foi aceito, passando a trabalhar neste ramo aos finais de semana e com o tempo, foi se aperfeiçoando.
Três anos depois, em 2001, retornou para Serra Talhada, casado e pai de seu primeiro filho, Luiz Eduardo. Na cidade, trabalhou com pintura e em supermercado. Foi neste local que em um certo de trabalho, um rapaz do município de Flores lhe ofereceu uma câmera fotográfica usada, mas ele não tinha dinheiro. Mesmo assim, confiou em Orlando e vendeu o equipamento, para pagar com trinta dias, assim ele fez, se lançou no mercado local, começou a trabalhar como fotográfo de eventos na cidade e conseguiu pagar o equipamento.
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“A fotografia representa muito pra mim, foi um sonho que virou realidade. Através da fotografia, Deus me abençoou com tudo que tenho hoje. As vezes eu olho pra mim, e digo, ” Mas rapaz, eu sou fotógrafo” Sou muito grato a Deus por causa disso. Eu sempre fotografei de tudo um pouco, mas no início os eventos, casamentos, aniversários, eram o forte, nos fins de ano, as formaturas. Hoje, eu continuo fazendo eventos, mas o forte agora é em estúdio. Não tenho um nicho específico e gosto de fotografar pessoas, sejam crianças, adultos, aniversários, gestantes, agora tá na moda, por causa das redes sociais, os ensaios corporativos, e a gente faz tudo isso”, explicou continunando:
“Durante um bom tempo, era apenas eu, mas depois de ganhar uma filmadora do meu tio, aquele lá de Feira de Santana, eu ensinei a minha esposa, e ela passou a trabalhar comigo. Os meninos, Dudu e Juninho cresceram ali no meio disso tudo, no fim das contas era inevitável, eles já rapazinhos, sem fazer nada, a não ser estudar, eu comecei levar aos eventos comigo, pra ajudar, eu sempre incentivei e dava um trocado a eles, pra se animarem e fazer com mais gosto. Não deu outra, tomaram tanto gosto, que hoje também são fotógrafos”, finalizou.
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