
Por Giovanni Sá, editor-geral do Farol
A gerência do Hospital Regional Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada, nunca foi um fato para comemorar. Muito pelo contrário, sempre foi um martírio. Por uma razão muito simples: o direcionamento político da gestão. Não há ser humano que resista a tanta pressão política.
Foi assim com os ex-diretores João Antônio e Leonardo Carvalho, que tentavam se equilibrar entre o ‘céu e o inferno’. No ambiente onde o cuidado com o ser humano devia imperar, o que sempre prevaleceu foi a conveniência política.
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O Farol conversou com quatro fontes ligadas a Ákila Monique, que pediram anonimato, e todas foram unânimes em afirmar que a diretora nunca teve a autonomia necessária para resolver os problemas.
Nada a ver com o deputado Luciano Duque, mas pessoas ligadas a ele tiravam a autonomia de Monique nas decisões. Estas pessoas queriam gerir as mínimas ações de Monique e tentavam travar os avanços. Ela não aceitou este jogo. Este foi o primeiro gatilho.
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Logo em seguida vieram as ameaças de morte contra Ákila, que prestou queixa na delegacia de polícia. Paralelo a isto, a diretora passou a sofrer ataques constantes do ‘fogo amigo’. Pessoas, por exemplo, que usavam as páginas do Farol para ataques desumanos.
Pelo que apurei, Ákila Monique deixa o Hospam para manter a sua integridade moral. Sai de cabeça erguida. Uma das cotadas para o seu lugar é Dra. Ana Ividy Andrada Diniz, pneumologista, que já vinha sendo especulada há cerca de um mês. Monique não merecia isso. Trama e maldades do próprio grupo político cavaram a ‘sepultura’ de uma grande profissional.
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