Foto: Lais Gomes/Farol de Notícias
Foto: Lais Gomes/Farol de Notícias

Com as altas temperaturas cada vez mais frequentes, o calor intenso não afeta apenas as pessoas, mas também os animais de estimação. Cães, gatos e outros pets sofrem com o risco de desidratação, queimaduras nas patas e até problemas mais graves de saúde.

Nesta semana, a reportagem do Farol de Notícias conversou com a médica veterinária Diana Azevedo que atende em Serra Talhada e deu importantes dicas de cuidados, orientações para proteger os bichinhos e amenizar os efeitos do calor dentro e também fora de casa.

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De acordo com a veterinária, uma das principais consequências que o calor pode causar para a saúde dos pets é alteração no quadro respiratório, devido a forma de transpiração, que não acontece da mesmo modo em que nos humanos e por isso, eles fazem a troca de calor através da respiração:

“O calor, principalmente agora que a gente está nesse período de altas temperaturas, ele afeta realmente a saúde dos pets e a gente tem uma maior alteração no quadro respiratório. Então isso acontece muito porque os cães diferentes de nós, eles não conseguem ter uma troca de calor facilitada pelo suor, eles não suam como a gente. Então eles precisam praticamente da respiração para fazer esse controle da temperatura corporal”, explicou.

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É preciso estar atento a alguns sinais que os animais de estimação podem apresentar e inclusive, podem ligar um sinal de alerta para procurar um atendimento médico especializado. Embora alguns atos possam parecer simples e inofensivo para os felinos, eles podem acabar comprometendo a saúde de animais como cães e gatos:

“A gente tem que observar principalmente a hiperventilação. Esses animais que terminam passando por picos de calor, e é muito comum acontecer, às vezes eles ficam um tempinho no carro, o carro no sol, o tutor leva para algum ambiente, alguma viagem durante o período mais quente, sem ventilação adequada, esses animais começam logo a hiperventilar, que é algo fisiológico deles para diminuir a temperatura corporal. Então o que a gente vê de alteração principal é a hiperventilação e você percebe também que inicialmente a linguinha deles fica bem vermelha, um vermelho bem tenso, e aí depois, quando esse quadro prolonga mais, a gente começa a perceber a cianose, que é a linguinha ficando um pouco mais roxa devido à questão da deficiência respiratória mesmo”, pontuou Azevedo.

Durante o período de verão e altas temperaturas, a médica veterinária também deu algumas estratégias que podem ser utilizadas em casa, para manter a temperatura mais agradável para eles e também ao sair de casa:

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  • Evitar exposição e passeios em horários de altas temperaturas;
  • Evistar exercícios prolongados;
  • Evitar brincadeiras em excesso;
  • Resfriar o corpo com água em temperatura ambiente;
  • Coloca-lo em ambiente frio;
  • Procurar atendimento médico em caso de persistência de agravamento respiratório;
  • Realizar a hidratação das patas com água ou hidratante especifíco;

Os cuidados também se fazem necessários durante os passeios, para garantir que os animais possam se divertir de forma saudável:

“A gente tem que sempre evitar os horários quentes do dia. Ou passear no início da manhã ou realmente no final do dia. A gente tem que lembrar também que além do quadro respiratório que eles estão sujeitos a passar, eles também andam descalços. Então, pode ter queimadura das patinhas, a gente tem que sempre observar a questão do chão quente e também fazer a hidratação das patinhas durante esse período que é fundamental. A gente usa um produto veterinário específico, alguns hidratantes a gente tem à disposição no mercado e eles vão fazer a hidratação das patinhas. Passa um pouquinho, mas espera um pouco para o animal não lamber. A gente faz a aplicação em pouca quantidade e massageia até a pele conseguir absorver o produto”, analisou.

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Outro importante aspecto a ser observado é em relação a alimentação. Embora não seja necessário realizar alterações, a mudança ou inclusão de alguns hábitos podem ser essenciais para ajudar os animais a se sentirem mais confortáveis em dias de temperaturas extremas;

“A alimentação pode continuar normal, mas a gente pode ajudar um pouco eles. Pode-se oferecer picolé, fazer picolé com as frutas manga, banana, morango. A gente também pode congelar essas frutas em alguma vasilhinha de água formando um bloquinho de gelo e além de ajudar a diminuir, melhorar a questão do calor, eles também vão estar ali se divertindo durante um período e a gente fazendo essas medidas vai melhorar ainda mais o dia deles”, pontuou Diana, acrescentando:

“E sempre bom observar que temos também algumas raças que necessitam de uma atenção maior em relação à questão do calor, que são os bracocefálicos. Aquelas raças que tem o focinho mais encolhido. Como ele já tem dificuldade de trocar a temperatura, que é feita pela respiração e é uma raça que já tem dificuldades respiratórias, eles têm ainda menos eficiência nessa questão da troca do calor. Então, esses animais, eles tendem a ter sempre um quadro respiratório mais grave e é o que chega muito aqui para a gente. Nesses períodos de calor, esses animais bracocefálicos tem que ter uma atenção ainda maior”, finalizou.