Do Blog Alvinho Patriota

Publicado às 05h39 deste sábado (10)

Em pleno século 21, muitos moradores do Nordeste e outras regiões do país ainda vivem em casas de taipa, moradias precárias datadas do Brasil Colônia, que não oferecem um mínimo de condição necessária para o bem-estar dos seus habitantes. Um dos principais riscos desse tipo de residência é a presença do barbeiro, transmissor da Doença de Chagas.

No município de Mirandiba, a comunidade quilombola Quixabeira é uma das poucas onde as pessoas ainda moram em casas feitas com varas e barro. Dona Jacinta, 70 anos, vive em uma dessas casas com seis filhos e o esposo de 81 anos. Ela afirma que desde 1992 os moradores da localidade esperam que as autoridades públicas construam casas de alvenaria no local, mas isso não acontece.

Uma das filhas de Jacinta, Lindomar Gomes da Silva, 35 anos, contou à nossa reportagem que a prefeitura e a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) já fizeram vários registros fotográficos na comunidade. No entanto, as casas de tijolos não chegam. Enquanto isso, outras comunidades quilombolas do município já foram contempladas com moradias adequadas. Os moradores da Quixabeira sentem-se desprezados.

Outros problemas

Lindomar citou outros problemas que afligem os habitantes da povoação, a exemplo da falta de abastecimento de água através dos carros pipas do Exército desde novembro de 2017. As famílias tiveram que comprar água de um carro pipa particular no último fim de semana para não morrer de sede.

Além disso, moram nas imediações de um lixão e enfrentam muitas moscas todas as vezes que passam com gêneros alimentícios pelo local. Outro problema é a saúde. Lindomar denunciou que o PSF dos Quilombolas está sem médico e medicamentos há vários meses. Na questão da educação, as crianças da comunidade ficaram sem transporte escolar de junho a dezembro de 2017. Muitos iam para a escola a pé, em um percurso de 4 km.

“Aqui em Mirandiba a situação está feia, principalmente para nós que moramos na zona rural. Está precária”, concluiu Lindomar. Deixamos o espaço aberto para a Prefeitura de Mirandiba se pronunciar a respeito de todas as denúncias feitas.

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