Do G1

O corpo da menina Kethelly Katrinny, de 1 ano, foi liberado aos familiares sem uma definição concluída da causa da morte dela.

O Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco falou que foi coletado sangue, conteúdo gástrico, material do olho e a urina da criança para ser analisados. Kethelly morreu na quarta-feira (25) após comer um bolo feito pela mãe, em Manoel Urbano, interior do Acre.

O doce seria levado para o pai da criança, que está preso no Presídio Evaristo de Morais, em Sena Madureira, cidade vizinha. Segundo a polícia, a mãe de Kethelly colocou o bolo em cima da mesa, a criança puxou uma cadeira e comeu alguns pedaços.

A mãe disse que não viu quando a criança comeu o bolo. Dois primos da menina também passaram mal após comer o bolo.

Ao G1, o diretor do IML, Alexandre Baroni, contou que o órgão manteve a declaração de óbito (DO) feita pelo médico que atendeu a menina na Unidade Mista de Manoel Urbano. Ele explicou que o material colhido da criança foi encaminhado ao Laboratório Forense do IML, mas não há pra para sair o resultado.

“Como para nós a causa da morte está desconhecida, mantemos a DO do médico de lá. Não dá para dizer [quando fica pronto]. Ás vezes leva 30 dias, não tem previsão. Veio material que ela teria feito o bolo para ser encaminhado para o laboratório, além de material genético dos outros que estão no hospital”, acrescentou.

Ainda segundo Baroni, o sangue dos adolescentes que passaram mal após comer o bolo pode ajudar muito nos trabalhos. Ele falou também que a criança pode realmente ter morrido por causa de uma intoxicação.

“Pode ser uma intoxicação alimentar, de bactéria, mas vamos pesquisar se tem crime. Poderia entrar a Vigilância Sanitária para analisar essa outra parte. Se não der nada, segue com uma morte natural. Natural no sentido que não tem crime para ser apurado”, complementou.

Intoxicação

O médico que atendeu a criança na Unidade Mista de Manoel Urbano, Julio Andres Antezana, explica que a causa da morte foi intoxicação alimentar e pneumonia química. Ele conta que a menina chegou com vômito, dores fortes abdominais e sonolenta.

“O caso é de intoxicação alimentar, agora onde está o tóxico, o que foi esse tóxico, eu não sei. Não sei explicar, não sabemos como a criança teve acesso a isso”, explica.

Ele confirma ainda que dois adolescentes chegaram com os mesmos sintomas de dores abdominais e vômito na unidade, mas que não sabia da relação com o caso da menina.

“O que posso falar, clinicamente, é que foi um caso de intoxicação que ocorreu por um acidente indesejável, quando os pais por um descuido não viram o que a filha pôde ter acesso. Tecnicamente, foi isso que aconteceu”, explicou.

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