As bailarinas visitaram a redação do FAROL e pediram desculpas

– Foto: Alejandro García –

A polêmica envolvendo os vídeos gravados pelas bailarinas do cantor Leonardo, Monique Souza, de 31 anos e Paula Mota, de 34 anos [veja aqui], chegou a um grau delicado que agora vem chamando a atenção da Delegacia de Polícia Civil de Serra Talhada.

Em conversa com o FAROL, investigadores disseram que estão observando que as críticas nas redes sociais direcionadas às dançarinas estão passando dos limites e reproduzindo perigosas ameaças à integridade física das profissionais.

Em visita a Serra Talhada para o show de Leonardo, que ocorre nessa quarta-feira (28) no Festival da Juventude, as garotas compartilharam vídeo onde relatam a falta de estrutura da cidade em um dia de domingo [veja aqui]. Elas visitaram a redação do FAROL nessa segunda-feira (26) e pediram desculpas à população.

“Elas expuseram uma opinião e independente disso não se justifica ameaça à integridade física delas, como se vem verificando. Queremos deixar claro: se elas se sentirem prejudicadas a delegacia está à espera para registrar boletim de ocorrência e abrir inquérito para investigar as pessoas que estão se excedendo”, disse o comissário de polícia Cornélio Pedro da Costa (foto à dir.).

O policial alerta que a postura que vem sendo tomada por certas pessoas é considerada criminosa. Mensagens foram gravadas onde as bailarinas são ameaçadas de estupro, além de serem xingadas e ameaçadas de levar ovos e pedradas durante o show no pátio Waldemar de Oliveira.

O cantor Leonardo não se pronunciou sobre o caso. “Gente, isso que vem acontecendo é crime. É diferente do debate de opiniões. Queremos deixar bem claro que as pessoas que estão compartilhando esses áudios e vídeos ameaçadores também são considerados co-autores do crime, estão sendo coniventes com essa rede de ódio que vem sendo criada em relação às garotas”.

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