Do G1 Mundo

Mesmo sacudido por uma crise econômica sem precedentes, por manifestações populares diárias, e pela condenação de atores expressivos da comunidade internacional, o governo de Nicolás Maduro se mantém no comando da Venezuela. E, segundo especialistas ouvidos pelo G1, não há, por enquanto, perspectivas de que isso mude, graças a uma série de elementos econômicos, políticos e diplomáticos.

Se a situação atual da Venezuela tem tudo para compor um coquetel político-econômico explosivo, como, em meio a desabastecimento generalizado, inflação brutal, grande rejeição popular e desprestígio internacional crescente, Maduro consegue se manter no poder?

Os analistas ouvidos apontam quatro pilares de sustentação:

Forças Armadas
Apoio de parte da população
Petróleo
Suporte diplomático e econômico de outros países

A fragilização ou o fim de um desses pilares poderia levar à desestabilização definitiva do governo, segundo esses especialistas. Entenda abaixo como os fatores citados dão sustentação a Maduro:

Militares

“A militarização é a base do poder de Maduro. Toda a gestão governamental foi entregue aos militares. Isso mantém a lealdade ao presidente e sustenta seu governo com o uso da força e dos armamentos das Forças Armadas”, explica Alberto Pfeifer, coordenador-adjunto do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional (GACInt) da USP.

As Forças Armadas da Venezuela começaram a conquistar cada vez mais poder durante o governo de Hugo Chávez (1999-2013), e ampliaram ainda mais sua influência com Maduro, que entregou progressivamente a gestão dos recursos públicos para os oficiais na tentativa de mantê-los.

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