Por Jorge Apolônio, policial federal e membro da Academia Serra-talhadense de Letras (ASL)

Publicado às 05h07 desta terça-feira (12)

Enquanto os ingênuos vão estupidamente fazendo cara de nojinho da política, os canalhas agradecem e vão tomando conta dela. E qual o resultado dessa irresponsabilidade dos ingênuos com cara de nojinho? A corrupção só cresce.

Experimente deixar um cômodo de sua casa abandonado e verá o que juntará de sujeira ao longo do tempo. O mesmo ocorre com a política e os políticos. Portanto, a realidade prova que é preciso estar atento.
O Brasil tem problemas gravíssimos que foram aumentando ao longo dos anos, não exatamente por falta de dinheiro, mas por má gestão e, sobretudo, má-fé, corrupção mesmo.

Com a nossa ingenuidade e carinha de nojinho da política, nós fomos deixando que eternas castas de políticos canalhas tomassem conta do nosso sistema e o fizessem funcionar em função deles mesmos e em detrimento da sociedade. Eles chegaram ao ponto de criar leis que dificultam a Justiça chegar até eles. Veja o escárnio do foro privilegiado.

De quem é a culpa? Em primeiro lugar, deles, os canalhas. Mas, em segundo lugar, de todos aqueles ingênuos com cara de nojinho da política. Sem essa imensa massa estúpida, manipulável e subserviente, os canalhas não teriam o poder que têm nem praticariam a corrupção que praticam.

Ah, então agora vai se culpar as vítimas?! Sim. É possível uma vítima contribuir para sua própria tragédia. É este o caso tal qual o caso de um atropelado que pulou voluntariamente na frente de um carro.

Precisamos aprender de uma vez por todas que A POLÍTICA É IMPORTANTE DEMAIS para ficar só na mão dos políticos. Se ficar, a realidade nossa já provou que eles só farão ações do interesse deles mesmos.
É famosa a frase de Eça de Queiroz: “Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo”.

Se você é um desses milhões de ingênuos com cara de nojinho da política, saiba que essa sua orgulhosa estupidez custa caro ao país e, é claro, a você mesmo. Você é um irresponsável e faz por merecer a corrupção que o assola.

Não podemos esquecer Bertolt Brecht, quando ele diz: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.

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