Por Jorge Apolônio, policial federal e membro da Academia Serra-talhadense de Letras (ASL)

O senado brasileiro aprovou na terça-feira, dia 03.10.17, a cláusula de barreira para partidos nanicos, que vale já a partir de 2018. Aprovou também o fim das coligações partidárias a valer a partir de 2020. A partir de então, só será eleito na proporcional quem tiver mais votos mesmo.

No que diz respeito ao fim das coligações, isso significaria o seguinte para a câmara de vereadores de Serra Talhada , se já estivesse valendo desde 2016:

1 – Gilson Pereira, que teve 970, perderia a cadeira para Zé Pereira (com 1.039 votos) e/ou para Edmundo Gaia (com 1.003 votos).

2 – Antônio de Antenor , que teve 967 votos, perderia a cadeira para Zé Pereira, Edmundo Gaia e/ou Gilson Pereira. Como empatou com Pessival, perderia também para este, que é mais velho.

3 – Vera Gama, que teve 941 votos, perderia para Zé Pereira, Edmundo Gaia, Gilson Pereira, Pessival e Antonio de Antenor.

4 – Rosimério de Cuca, que teve 687 votos, perderia para todos os citados acima.
Resumindo, não teriam sido eleitos Antônio de Antenor, Vera Gama nem Rosimério de Cuca, mas sim Zé Pereira e Edmundo Gaia, além de Gilson Pereira, que escaparia por um triz.

Para o eleitorado serratalhadense, talvez estas informações não tenham a menor importância, mas para os vereadores ela é importantíssima. Principalmente para os “eleitos e não eleitos por um triz”.

A possibilidade matemática de os “eleitos por um triz” conseguirem uma reeleição ficou mais remota. Porém isso depende muito do trabalho que eles realizarem na legislatura. Eles estão no primeiro ano do mandato e já têm noção do que mudou na legislação. Terão que arregaçar as mangas e correr atrás. Aliás, como todos os outros. Afinal, ninguém tem cadeira vitalícia na câmara. Fica a dica.

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