Confirmando as informações repassadas pelo deputado estadual Sebastião Oliveira (PR), na semana passada, o coordenador da XI Geres (Gerência Regional de Saúde), Clóvis Carvalho, disse, durante entrevista a rádio A Voz do Sertão AM, que inexiste qualquer pactuação entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Serra Talhada garantindo que a pavimentação do acesso à central de regulação do Samu na cidade seja de responsabilidade da Secretaria Estadual de Saúde.

Recentemente, o secretário municipal de Saúde, Luiz Aureliano, havia dito que o atraso na entrega da obra estava ocorrendo porque a gestão Eduardo Campos não havia começado a pavimentar a pista que ligará o Samu à BR-232. Segundo Clóvis Carvalho, na realidade, o que houve foi um pedido informal do município para que o Governo do Estado ajudasse a prefeitura na construção do acesso.

“Sobre a questão do acesso (à BR-232), durante a nossa conversa com o secretário estadual de Saúde (Antônio Figueira), o prefeito Luciano Duque, o secretário municipal (Luiz Aureliano) e eu, o prefeito pediu para que o Governo do Estado ajudasse no acesso. O secretário (estadual de Saúde) intercedeu inclusive junto ao DER (Departamento de Estradas e Rodagens), mas isso foi só um pedido, não foi uma pactuação e nem uma obrigação”, esclareceu Clóvis Carvalho.

Diante o esclarecimento, os holofotes voltam-se exclusivamente para os trabalhos da Prefeitura de Serra Talhada, a qual deverá terminar as obras de pavimentação para, enfim, anunciar a data de entrega da central de regulação. Os trabalhos de terraplanagem já começaram. A inauguração do Samu na Capital do Xaxado foi adiada pelo Governo Luciano Duque, pelo menos, três vezes.

SAIBA MAIS

Na semana passada, o deputado estadual Sebastião Oliveira foi duro com o governo Luciano Duque ao cobrar do gestor responsabilidade pela “incompetência” e “desorganização” em relação às obras do Samu em Serra Talhada. Falando a rádio A Voz do Sertão AM, o parlamentar lembrou – como Clóvis Carvalho – que não existe nenhuma pactuação garantindo que o acesso ao Samu ficaria a cargo do governo estadual.

“Eles (Governo Municipal) estão pagando por erro de estratégia, erro da escolha do terreno e erro de desorganização no cronograma. Foi repactuado para o Samu ser entregue dia 15 de janeiro, e na realidade, na carta de intenções entre o Governo do Estado e o município em momento algum reza (ao Governo do Estado) o acesso àquele terreno, que pertencia a um empresário de Serra Talhada que o cedeu em troca de apoio ao prefeito Luciano Duque”, reforçou Sebastião.

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