Servidores da Prefeitura de Serra Talhada estão preocupados com a falta de reajuste salarial no governo Luciano Duque.

Alguns deles buscaram o FAROL, esta semana, expondo um levantamento onde atestam uma defasagem nos salários de agentes administrativos, digitadores e Guarda Municipal, que – segundo eles – congelou em R$ 850 e R$ 770.

Na alegação, os servidores – que pedem para não ter os nomes revelados – argumentam que o salário mínimo vem aumentando gradativamente desde 2014 e que o pagamento dos funcionários do governo municipal não acompanhou esse crescimento.

“Mais um ano se passou e mais uma vez nós funcionários públicos ficamos perplexos com o comprometimento do gestor público municipal. Há mais de 4 anos nós servidores não temos direitos a reajuste salarial e nem tão pouco vemos preocupação da gestão do excelentíssimo prefeito quanto à valorização do funcionalismo público”, lamentou um dos servidores, em nota enviada à redação, reforçando:

“Fazendo uma comparação do último concurso público, observando apenas três cargos públicos vemos que observamos que todos os salários estão defasados e que a preocupação do governo municipal é de dar um abono provisório para a complementação do mínimo, e não de uma valorização do servidor, ou seja, ao invés de reajustar o salário a gestão dá um abono provisório para a equiparação do mínimo nacional vigente no período. Isso é uma vergonha! Infelizmente a reposta que obtivemos é que não há recursos para tal reajuste e que a crise nacional não permite que tenhamos correção no pró-labore”.

ARRECADAÇÃO E COMISSIONADOS 

Os servidores contestam ainda a política de captação de recursos da prefeitura, que segundo eles, não está preocupada com a arrecadação municipal. “Por que isentar um empreendimento como o shopping center que pode gerar valores expressivos para o município e aumentaram o IPTU da população por inteiro? Isso é uma pergunta ainda sem explicação para nós enquanto população”, questionam.

Por outro lado, diante a defasagem de salários, os servidores dizem que se deparam com o pagamento de vencimentos ‘estratosféricos’ a funcionário comissionados. “É realmente necessária a quantidade de cargos de confiança e se esses salários são compatíveis com as atribuições que os mesmo desempenham nas suas atividades diárias?”, indagam os servidores, alertando o prefeito Luciano Duque:

“Senhor prefeito pedimos que o senhor acorde e nos observe, não apenas os cargos apresentados aqui, mas todos os cargos que estão sofrendo com a inflação nacional e tem seus salários cada vez mais defasados”.

O OUTRO LADO

Por telefone, o FAROL entrou em contato com o prefeito do município para comentar o caso, mas não obtivemos resposta.

Os servidores enviaram tabela questionando a falta de reajuste

 

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