
Com informações do Metrópoles
Um dos fenômenos astronômicos mais aguardados deste ano está previsto para o dia 17 de fevereiro, quando um eclipse solar anular poderá ser observado em algumas regiões do mundo. Conhecido popularmente como “anel de fogo”, o evento acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, mas sem cobrir completamente o disco solar, criando um contorno luminoso ao redor da Lua.
O nome do fenômeno está diretamente ligado à sua aparência no céu. Durante o alinhamento, o diâmetro aparente da Lua é menor do que o do Sol, o que faz com que a sombra lunar encubra apenas a parte central do astro, deixando um anel brilhante visível ao redor. Esse efeito transforma temporariamente a paisagem celeste e costuma atrair atenção de cientistas e observadores.
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Apesar da expectativa, o eclipse não poderá ser acompanhado diretamente do Brasil. De acordo com o Observatório Nacional, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a faixa de visibilidade do eclipse solar anular ficará restrita ao extremo sul da América do Sul e à Antártica. Para o público brasileiro, a alternativa será acompanhar transmissões oficiais do fenômeno.
A impossibilidade de observação direta, no entanto, será temporária. Segundo previsões astronômicas, um novo eclipse solar anular deve ocorrer em 6 de fevereiro de 2027, com a faixa de anularidade passando próxima ao território brasileiro. A expectativa é de que em 2027 o fenômeno possa ser registrado parcialmente no país, inclusive a partir do litoral, como já ocorreu em eventos anteriores.
Em outubro de 2023, o Observatório Nacional coordenou uma operação de observação e transmissão de um eclipse anular, que ultrapassou 2,2 milhões de visualizações. As imagens também foram retransmitidas por instituições internacionais, como a NASA e a plataforma Time and Date.
Especialistas reforçam que a observação de eclipses solares exige cuidados. O uso de óculos e filtros solares adequados é indispensável, já que olhar diretamente para o Sol, mesmo durante o eclipse, pode causar danos irreversíveis à visão.
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Onde o “anel de fogo” poderá ser visto em 2026
O eclipse de 17 de fevereiro poderá ser observado de forma completa apenas na Antártica. Em outras regiões, o fenômeno aparecerá como um eclipse parcial, com o Sol sendo parcialmente encoberto. Estão entre as áreas com visibilidade:
– Extremo sul da América do Sul, especialmente regiões da Argentina e do Chile
– Países do sul e do leste da África, como África do Sul, Botsuana, Lesoto, Madagascar, Moçambique, Namíbia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue
– Territórios e ilhas oceânicas, incluindo Geórgia do Sul, Ilhas Sandwich do Sul, Reunião, Seicheles, Território Britânico do Oceano Índico e territórios franceses no sul do oceano Índico