
O Troféu Ademi-PE 2026, promovido pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco, reuniu no Recife os principais agentes da construção civil em uma das mais relevantes premiações do setor no estado.
Em um cenário tradicionalmente dominado por projetos da capital e do litoral, o resultado deste ano trouxe um marco significativo: o reconhecimento de um empreendimento localizado no interior como destaque máximo na categoria Projeto Comercial.
O JDTC – João Duque Trade Center, implantado em Serra Talhada, foi o grande vencedor, tornando-se o primeiro projeto do Sertão pernambucano a conquistar o prêmio nessa categoria. O feito representa não apenas uma conquista técnica, mas uma inflexão simbólica no desenvolvimento imobiliário regional, evidenciando a maturidade crescente do mercado fora dos grandes centros.
A inserção urbana do empreendimento é parte central dessa conquista. Integrado a um complexo já consolidado, que reúne shopping center, serviços, educação e infraestrutura urbana, o JDTC foi concebido como um elemento articulador da dinâmica econômica local.
Sua implantação reforça uma lógica contemporânea de centralidade, em que diferentes usos se conectam e ampliam o potencial de atração e permanência de atividades empresariais.
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Mais do que um edifício corporativo, o projeto se estrutura como um hub multiuso, preparado para atender às novas demandas do mercado.
Totalmente comercializado ainda na fase inicial, o empreendimento demonstra a existência de demanda qualificada e a capacidade de absorção de produtos mais sofisticados no interior.
ESTRUTURA
Assinado pelo arquiteto Rafael Amaral Tenório, o JDTC foi concebido com foco em integração funcional, flexibilidade e eficiência. O edifício possui 12 pavimentos, mais de 14 mil metros quadrados de área construída e 72 unidades comerciais distribuídas em diferentes tipologias, permitindo desde operações de pequeno porte até estruturas corporativas mais robustas.
A organização espacial contempla térreo integrado ao shopping, pavimentos empresariais, áreas voltadas à educação e um rooftop com uso qualificado, configurando um modelo híbrido que responde às transformações contemporâneas do ambiente de trabalho.
Do ponto de vista técnico, o empreendimento incorpora soluções que elevam o padrão construtivo da região. A adoção de estrutura metálica, fachada em pele de vidro com desempenho térmico e acústico, sistemas de conforto ambiental e infraestrutura tecnológica avançada, incluindo automação e controle de acesso, posiciona o edifício em patamar comparável ao de projetos implantados em grandes centros urbanos.
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Além das qualidades arquitetônicas e técnicas, o JDTC exerce papel relevante como agente de transformação urbana. Sua presença contribui para a requalificação do entorno, a geração de empregos e a atração de novos investimentos, consolidando-se como elemento estruturante no processo de desenvolvimento de Serra Talhada e de toda a região do Sertão do Pajeú.
O empreendimento foi desenvolvido pelas empresas JDS, Madeira de Lei e MMEC, com execução da P&F Engenharia, reunindo uma equipe multidisciplinar responsável por traduzir uma leitura estratégica do território em um projeto de alta performance.
Para Rafael Amaral Tenório, o reconhecimento consolida um movimento mais amplo. “Ver um projeto ganhar forma e impactar positivamente a cidade é sempre gratificante. Mais do que isso, é a confirmação de que o interior tem capacidade técnica, mercado e visão para produzir arquitetura e desenvolvimento no mais alto nível”, afirma.
O JDTC não representa apenas um projeto premiado. Ele simboliza uma mudança de paradigma no mercado imobiliário pernambucano, marcado pela descentralização do desenvolvimento, pela valorização do interior e pela incorporação de soluções inovadoras em territórios historicamente fora do eixo principal.