Debate sobre o 'Beco do Rio' cresce e empresário diz que resolveO debate em busca de soluções para a mobilidade urbana em Serra Talhada ganhou mais um protagonista. Após o empresário Auxêncio Carvalho, enviar à redação do Farol uma imagem do ‘engarrafamento’ de veículos no chamado Beco do Rio, que liga o centro ao bairro Caxixola e ao Aeroporto Santa Magalhães, agora é o empresário João Daniel, da Cedan Rações, que se propõe a resolver e apresenta soluções.

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Em conversa com o Farol, nesse sábado (30), o industrial sugere a criação de passagens molhadas, diz que fará a sua parte com máquinas, e espera só o aval da prefeita Márcia Conrado. Antes, Auxêncio Carvalho sugeriu utilizar uma faixa de terra que pode melhorar o trânsito e ‘desafogar’ o beco.

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“A solução para o trânsito não está mais nesse terreno, de João, atrás de Luiz Leite, não está mais aí. A porta da Caxixola eu já dei a ideia à prefeita e vou dar ideia aos vereadores. Fazer duas passagens molhadas. Uma saindo no final da Rua dos Correios e outra saindo lá de lado da Cedan. Lá só dá 600 metros para ligar a Caxixola ao Bom Jesus. Eu já disse à prefeita Márcia, se ela me autorizar, quem faz a passagem molhada sou eu”, disse João Daniel, dando mais detalhes:

“Eu pego minha retroescavadeira e vou fazendo. Que aí não passa mais caminhão por dentro da rua, passa por lá, eu faço a passagem molhada na terra, de terra. Quando o rio inundar, de quatro em quatro anos, a gente volta a subir em cima da ponte, mão e contramão. Mão indo e mão voltando, mão dupla. Por enquanto, bota só uma mão na ponte e nós fazemos duas passagens molhadas. Uma no terreno de Auxêncio, saindo embaixo, e a outra lá no terreno de Onquinha Novaes, saindo de lado da Cedan”, cravou.

EXEMPLO DE FLORESTA

Ainda durante a conversa com a reportagem, Daniel disse que o município de Floresta, no Sertão de Itaparica, é um bom exemplo de mobilidade urbana.

“Nós temos um exemplo em Floresta, que dá certo. Floresta tem uma passagem molhada dentro do rio Pajeú, de calçamento. João Daniel faz ela na terra, com as máquinas dele. E o poder público depois vem e calça. Os tubos eu boto por minha conta. Me dê autorização de fazer, para você ver se eu não faço. Já comuniquei minha prefeita. É só ela dizer que estamos dentro, eu estou dentro. Estou junto, estamos juntos. E vai beneficiar os dois bairros. Se o poder público me autorizar, quem faz sou eu. Eu, João Daniel Neto, natural de Bernardo Vieira”, reforçou.

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