
O período de calor intenso e baixa umidade do ar tem exigido cuidados maiores da população, principalmente de idosos e crianças. Em Serra Talhada e região, os índices de umidade chegaram a níveis considerados preocupantes, aumentando os riscos de desidratação, problemas respiratórios, cardiovasculares e danos à pele.
Durante participação no Programa Falando Francamente, da TV Farol de Notícias no YouTube, nesta quinta-feira (10), a médica dermatologista Dra. Samara Godoy alertou que os efeitos do clima seco vão muito além do desconforto provocado pelo calor. Segundo ela, idosos e crianças estão entre os grupos que precisam de atenção especial, especialmente porque podem apresentar maior dificuldade para perceber os sinais de desidratação e sofrer mais com a exposição à radiação solar.
“A gente está numa região onde a umidade do ar está baixa. O ideal para o nosso corpo funcionar bem é que essa umidade esteja entre 40% e 70%, mais ou menos, e a gente está com 25%, já chegou até menos. Então, nesse período, as pessoas precisam ter atenção, principalmente com duas categorias de risco, o idoso e a criança. O idoso, por exemplo, sente muito pouca sede, então é preciso oferecer água, deixar uma garrafinha ou um copo por perto e observar quanto ele está bebendo ao longo do dia. Não podemos esperar a sede chegar para começar a hidratação. É preciso criar o hábito de beber água durante todo o dia” explicou a médica.
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A médica também chamou atenção para os cuidados com a pele durante o período de calor e tempo seco. Entre as recomendações estão evitar banhos muito quentes, utilizar hidratante logo após o banho e manter o uso diário do protetor solar, inclusive em situações de exposição rápida ao sol.
De acordo com Dra. Samara, a exposição solar acumulada ao longo dos anos pode provocar manchas, envelhecimento precoce e aumentar o risco de câncer de pele. Ela comparou esse processo a uma conta que vai se acumulando com o tempo.
Além da pele, o clima seco também pode favorecer problemas respiratórios. A baixa umidade resseca as vias aéreas e pode prejudicar mecanismos naturais de defesa do organismo, facilitando a entrada de vírus e bactérias. A recomendação é manter a hidratação, utilizar soro fisiológico para o nariz e, quando necessário, aumentar a umidade dos ambientes.
“A gente precisa hidratar também. Usar o soro fisiológico para hidratar o nariz, beber água, fazer a lavagem e ter algum recurso para trazer mais umidade para dentro de casa. Pode ser um umidificador de ar ou, de forma mais simples, uma bacia com água ou toalhas úmidas no quarto. O ar-condicionado também contribui para retirar a umidade do ambiente. E o sistema cardiovascular é afetado por esse calor extremo, porque o coração precisa trabalhar mais para ajudar a retirar o calor do corpo. É por isso que podemos ter situações mais graves, principalmente entre os idosos, que podem apresentar desmaios, alterações cardiovasculares e até quadros como infarto ou AVC”, pontuou.
Com as temperaturas elevadas, a orientação é reduzir a exposição direta ao sol, especialmente nos horários mais quentes, manter os ambientes ventilados e reforçar os cuidados com hidratação ao longo do dia.