
Por Francisco Marcio Mello Barbosa, de Serra Talhada
Compesa e sua impressionante capacidade de tratar a população como palhaça
Não é de hoje que a população é desrespeitada pela Compesa. No entanto, de alguns anos para cá, a situação ultrapassou todos os limites do aceitável. Há bairros em que o calendário oficial indica cinco dias com água e dez dias sem, o que por si só já é absurdo. Na prática, porém, a realidade é ainda pior: quando muito, são dois dias com água e o restante do mês sem. E mesmo nesses raros momentos, a pressão é tão baixa que mal dá para encher os reservatórios.
Somam-se a isso as constantes “manutenções”, que, curiosamente, quase sempre coincidem com os dias previstos para o abastecimento. O resultado é simples e revoltante: em um período de 30 dias, a população consegue, com sorte, cerca de quatro dias de água.
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Mas a conta? Essa nunca falha. Chega pontualmente, cheia de taxas, reajustes e cobranças. Desconto ou compensação pelo serviço precário? Nenhum.
E não adianta protestar, reclamar, xingar ou ir aos escritórios da empresa. No máximo, o que se percebe é o desprezo e o deboche diante da revolta popular. Enquanto isso, os vereadores que deveriam assumir essa briga em defesa da população parecem mais preocupados em posar para redes sociais e travar disputas políticas pelo poder. Um bajula a prefeita, outro ataca, e as demandas reais da população seguem completamente esquecidas.
No fim, fica a amarga constatação: não há nada tão ruim que não possa piorar.
8 comentários em A Compesa e a incrível capacidade de zombar do povo de Serra Talhada