A audiência pública realizada nesta terça-feira (23) que debateu a Segurança dos Consumidores no Sistema Bancário pode trazer resultados positivos para os serratalhadenses. Após três horas de debate, com as presenças de representantes das policias Civil e Militar, prefeitura, Câmara de Vereadores, Ordem do Advogados do Brasil (OAB) e representantes das agências bancárias, o Promotor de Justiça  Antônio Rolemberg Júnior, deu um prazo de 72 horas aos bancos para responder um questionário sobre os serviços de segurança nas agências.

“O  bem jurídico vida é mais importante que o bem jurídico propriedade. Esta audiência ocorre num momento oportuno quando os caixas eletrônicos estão sendo dinamitados. Quero escutar a sociedade para deliberar decisões. Se não entrarmos num acordo com as instituições bancárias, teremos que entrar com ações na Justiça”, disse Antônio Rolemberg.

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A única representante de instituição bancária a se manifestar foi a gerente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Cléa Aquino, que cobrou da Polícia Militar maior presença na praça Sérgio Magalhães e Rua Enock Inácio de Oliveira. Porém, a PM ratificou que este trabalho já está sendo realizado durante o horário comercial.

PROMOTOR ANTÔNIO ROLEMBERG JÚNIOR

DETERMINAÇÕES

No final do encontro, o promotor de Justiça Antônio Rolemberg baixou algumas determinações que precisam ser obedecidas pelos bancos a partir desta quarta-feira (24).”As instituições devem colocar de maneira ostensiva, nas agências, avisos da vedação do uso de aparelhos eletrônicos e o não usos de capacetes e toucas. A Polícia Militar precisa detalhar ao Ministério Público como é feito o policiamento no centro da cidade”, disse Rolemberg, que também fez cobranças a Prefeitura de Serra Talhada e a Câmara de Vereadores.

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Durante os debates, o FAROL questionou sobre a responsabilidade de fiscalização das leis que já existem. A exemplo da lei que determina a permanência de 15 minutos nas filas dos bancos e da que obriga a instalação de biombos nos caixas eletrônicos. Leis que nunca sairam do papel. O promotor foi taxativo: “É o Ministério Público que tem a força de fiscalizar e está de portas abertas para respaldar as ações da sociedade”, finalizou Rolemberg.