Nesta sexta-feira (17), Giovanni Sá recebeu no Programa Falando Francamente, da Tv Farol de Notícias no YouTube, o advogado serra-talhadense Dr. Mailton Carvalho. Durante a entrevista, ele falou sobre a arguição conjunta com mais dois advogados, que foi realizada no Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira (16). Na ocasião, foi aprovado que professores temporários da educação básica na rede pública têm direito ao piso salarial nacional do magistério. Para este ano, o valor do piso é de R$ 5.130,63.
Segundo Dr. Mailton, a luta começou em 2021, ainda em Serra Talhada, quando foi identificada a defasagem nos salários. Na época, muitos profissionais recebiam cerca de R$ 1.100 por 150 horas de trabalho, valor bem abaixo do piso nacional. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), após sucessivos recursos por parte do Estado.
A defesa, no entanto, conseguiu comprovar a desigualdade enfrentada pelos professores contratados. Para o advogado, a decisão representa uma conquista histórica e um reconhecimento da importância da categoria.
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“É uma sensação de dever cumprido, uma gratidão imensa por esta conquista, uma conquista justa, uma luta em que todos os professores contratados entendem muito bem a realidade porque nós fizemos o caminho inverso. É comum a gente ver bancas de escritórios percorrendo da capital para o sertão, mas ver três matutos, três sertanejos, um de Serra Talhada e dois de Salgueiro e nós fizemos este caminho primeiro por Serra Talhada, nós começamos a lutar pelo piso ainda em Serra Talhada, quando inciamos essa trajetória lá em 2021, os professores trabalhavam com uma carga e eu falei da realidade de Pernambuco e de Serra Talhada”, explicou o advogado, complementando:
“Fiz questão de dizer minhas origens e falar da realidade do professor, que recebia R$1.100 para uma carga horária de 150h, enquanto o piso era de R$2.164. Essa luta pelo piso, nós identificamos que a função do professor em sala de aula é a mesma, o professor está lá para educar, para formar gerações, cidadãos, pessoas de bem e você que professores contratados são usados para cabide de emprego, sendo explorados e ao invés de efetivar um, contrata dois ou três para dividir o salário. Nós conseguimos trilhar este caminho até o STF porque o estado de Pernambuco foi quem sempre insistiu nestes recursos, tentando lutar contra estes direitos, tentado lutar contra os professores contratados e a nossa defesa foi firme no STF, lutando pelo direito, mostrando a realidade”, finalizou o advogado.

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