O debate sobre o abandono do projeto de anel viário, denunciado pelo FAROL DE NOTÍCIAS na semana passada, chegou até a Câmara Municipal de Serra Talhada (CMST). Na sessão ordinária realizada nesta segunda-feira (4), o vereador Gilson Pereira (PSD), líder da oposição, puxou a discussão sobre o tema buscando respostas para a falta de informações sobre a obra.

“Um projeto de R$ 30 milhões e não se tem notícia de uma licitação e nem prestação de contas. O município não paga o servidor e ainda está tocando obras?”, questionou Gilson Pereira. Na tribuna, o líder do governo, Manoel Enfermeiro, partiu para o contraponto em defesa do governo.

“Foi feito o trajeto (de 23 quilômetros) para depois se fazer a planta, o mapeamento e depois trazer a empreiteira. A máquina fez aquele trajeto, mas não tem dinheiro em caixa”, disse o petista, que recebeu o aparte de Gilson Pereira.

“Vossa Excelência, não existe obra pública sem licitação. E a prestação de contas vem?”, retrucou Pereira, recebendo como resposta que foi utilizado apenas 40 horas de máquina.

CONVOCAÇÃO

Em meio ao debate o presidente da Câmara de Vereadores, José Raimundo Filho (PTB), fez um aparte para diminuir a celeuma. A saída encontrada pelo presidente foi convocar o secretário de Obras, Cristiano Menezes.

“Vamos convocar o secretário de obras para fazer um detalhamento do traçado da obra, quantas horas máquina foram utilizadas e se houve danos ao meio ambiente”, reforçou Zé Raimundo. A bancada de oposição ainda estuda o mapa das licitações feitas pela prefeitura em 2013, mas há muitas perguntas sem respostas sobre o anel viário, cujo traçado foi  tomado pelo mato.

FIQUE POR DENTRO

Aos poucos, o sonho de construção do anel viário idealizado pelo prefeito Luciano Duque (PT) está se transformando num pesadelo. A bancada de oposição na Câmara Municipal de Serra Talhada (CMST) resolveu investigar todos os trabalhos realizados em janeiro deste ano, quando o prefeito contratou máquinas para abrir o trajeto de 23 quilômetros de estrada. A questão é que esta obra não aparece no mapa de licitações do governo.

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