Ano termina com muitas ausências políticas para o esporte em ST
Foto: Arquivo Farol de Notícias

Por Cornélio Pedro, ex-policial civil e âncora do Programa do Farol

Olá amigos faroleiros. As nossas manifestações de um desejo de muita alegria saúde e paz para
todos neste fim de ano e uma enorme expectativa de que o próximo ano venha repleto de
muitas realizações e sucesso.

Mas não poderíamos deixar de falar, comentar e cobrar sobre o tema esportes e as suas muitas necessidades e ausências de políticas públicas oficiais direcionadas ao desporto amador em nossa terra. Principalmente quando falamos de futebol.

Que há algumas décadas passadas tanta alegria e orgulho nos trouxe, fomos precursores no
Sertão de histórias com times mágicos e memoráveis que proporcionaram momentos de pura
fantasia e luz aos apaixonados torcedores serra-talhadenses.

Caberia aqui vários nomes entre os muitos craques e times que desafiavam adversários. E desfilaram suas jogadas felizes entre o infinito espaço do campo das quatros linhas temporais, nas canchas de saudosas praças desportivas, que hoje vivem apenas no dito popular de antigas gerações e no lúdico imaginário das novas.

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Parece até ofensivo defender e cobrar atitudes ações e projetos futuros, que não sejam apenas eleitoreiros. Tipo torneios de finais de semana caça votos, flashes midiáticos e promocionais dos já tão propagados pré candidatos que plantam a frente da famosa e inoperante Secretaria de Esportes, pelo menos no sentido ação efetiva.

Por que, politicamente, parece que foi criada para ser usada como elevador político de futuros vereadores. Pelo menos três do atual legislativo passaram por lá, mesmo fazendo mais do mesmo a tal da continuidade.

No aspecto espaço e tempo, é enorme o vazio do uso de equipamentos desportivos no geral. Até temos ainda algumas praças desportivas com uso e aproveitamento meio questionável, tudo feito na base do está disponível. Mas sem nenhum projeto com calendário fixo ou propósito futuro.

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Citaria como exemplo o ressurgimento do espaço e Campo Luiza Kerhle, que depois de muito tempo abandonado teve sua reestruturação e recuperação ativada. Mas tudo durou pouco, no máximo, o tempo dos flashes.  Vindo depois a quase morta ausência de projetos, nada além de um uso básico entre escolas públicas e privadas.

E claro que temos sim um pequeno público autônomo, mas resiliente que se faz presente apesar dos pesares citando aqui: insegurança, furtos, e a consequente destruição do patrimônio. Até houve uma tentativa de se trazer grupos de peladeiros para o espaço, mas tudo não passou de uma
pegadinha e chamariz para algo que não se otimizou.

O Pereirão nem vou citar, porque todo mundo sabe como aquele espaço foi e continua abandonado pelos nossos gestores. Por fim, neste momento de muitas luzes e festas soubemos que o investimento entre iluminação, acessórios e enfeites para as festas de fim de ano teve um valor acima da casa dos R$ 100 mil.

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Embora necessários e claro com a nossa total aprovação não pelo valor gasto, me vem um questionamento. Segundo o atual secretário de Esportes, todo material necessário para reativar o uso do espaço Luiza Kerle também à noite tem um custo final de pouco mais de R$ 20 mil.

O que vem se arrastando entre debates de aprovação e licitação há meses e parece não ter nenhuma expectativa de solução. Com a palavra nosso Secretário de Esportes.

E para vocês, um Feliz Natal e um 2024 de muita paz e luz.