Aprovação das contas de Márcia, nesta 3ª, provou algo sobre Luciano

A prefeita Márcia Conrado está feliz da vida. Num só movimento de “tratorada”, teve as contas de 2023 aprovadas pela maioria dos vereadores em sessão nesta terça-feira (25). O curioso é que as contas foram aprovadas mesmo com “ressalvas” apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), o que prova que o julgamento das contas do ex-prefeito Luciano Duque foi, de fato, político [relembre].

Em julho do ano passado, essa mesma Câmara de Vereadores julgou as contas referentes ao ano de 2019 do ex-prefeito. Na época, o TCE emitu parecer prévio recomendando a aprovação das contas de Luciano, mas também como as de Márcia, com ressalvas. No entanto, apesar da recomendação de aprovação, os vereadores em maioria alinhados à prefeita, adversária de Luciano, votaram pela rejeição das contas.

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Com este posicionamento de hoje, a jogada fica ainda mais clara: teve a finalidade de deixar Duque inelegível nestas eleições de 2026, visando enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa, por ter contas reprovadas por colegiado. À época, as contas dele foram rejeitadas por 13 votos a 4. Naquele momento, chamou a atenção os argumentos dos vereadores em justificar tecnicamente o voto, para driblar a crítica de ausência de embasamento.

AGORA, O QUE MUDOU?

Dessa vez, o que mudou foi apenas o personagem. O resultado desta terça-feira (25) garantiu mais um exemplo de que a “máquina” está moendo para os que “mais precisam”, como costumam dizer alguns políticos serra-talhadenses repetindo um antigo jargão do ex-governador Eduardo Campos.

E o curioso é que a aprovação das contas de hoje contou com o apoio de parlamentares também do bloco oposicionista, sendo eles: Antônio de Antenor e Lindomar Diniz. Apenas o vereador China Menezes foi coerente com o precedente aberto pela própria Câmara Municipal, quando da votação de Luciano Duque.

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