Foto: Saulo Stemell
Por Sebastião Costa, especial para o Farol
Além de emocionar o público com a história da morte de Lampião, o espetáculo O Massacre de Angico também se consolida como uma importante vitrine do artesanato pernambucano. Durante as noites de apresentação, visitantes de diversas cidades de Pernambuco e de outros estados encontram na feira de artesanato um espaço dedicado à cultura, à identidade regional e ao fortalecimento da economia criativa.
A feira reúne artesãos de diferentes regiões do Estado, promovendo um intercâmbio cultural que amplia a experiência dos turistas. Serra Talhada está representada pelo GAST (Grupo de Artesãos de Serra Talhada) pela PLANT’ART, e pelo grupo das Marias Artesãs, que apresentam peças inspiradas na história do cangaço, na Caatinga, na religiosidade, na fauna e na flora do Sertão do Pajeú. Também integra o evento o Grupo Bem Viver, do Recife, reconhecido pelo trabalho desenvolvido na economia solidária e pela valorização do artesanato como ferramenta de inclusão social, geração de renda e preservação da cultura popular. Além de contar com grupos de Arcoverde, Condado, Buíque, Belo Jardim, Limoeiro, Petrolândia, Tracunhaém, Palmares, São Benedito do Sul, Abreu e Lima, Olinda, Igarassu, Ilha de Itamaracá e Jaboatão dos Guararapes.
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O artesanato ocupa um papel estratégico no desenvolvimento do turismo em Pernambuco. O estado abriga uma das mais diversificadas produções artesanais do Brasil e tem na Fenearte, considerada a maior feira de artesanato da América Latina, uma importante vitrine para a promoção dos artesãos e da economia criativa. Em todo o país, estima-se que cerca de 8,5 milhões de pessoas estejam ligadas direta ou indiretamente à atividade artesanal, setor que movimenta aproximadamente R$ 100 bilhões por ano, demonstrando sua relevância econômica e social.
Em Serra Talhada, a feira de artesanato integra a programação do espetáculo como um atrativo turístico complementar, incentivando a permanência dos visitantes no espaço do evento, fortalecendo a comercialização da produção local e estimulando o consumo de bens culturais. A iniciativa beneficia diretamente artesãos, artistas, empreendedores e pequenos negócios, ampliando a circulação de renda e consolidando o turismo como vetor de desenvolvimento econômico.
A Fundação Cultura Cabras de Lampião destaca que a valorização do artesanato faz parte da estratégia de fortalecimento do turismo de experiência, permitindo que o visitante vivencie a cultura sertaneja por meio da arte produzida por seus mestres e artesãos. Mais do que acompanhar um espetáculo teatral, quem visita O Massacre de Angico tem a oportunidade de conhecer a história, saborear a gastronomia regional, adquirir produtos artesanais exclusivos e vivenciar manifestações culturais que fazem de Serra Talhada um dos principais destinos do turismo cultural pernambucano.

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