Foto: Licca Lima/Farol de Notícias
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Nesta segunda-feira (18), Giovanni Sá recebeu no Programa Falando Francamente, da Tv Farol de Notícias no YouTube, o Dr. Nelson e Paulo Basto, integrantes da associação que defende a emancipação do distrito de Fátima, em Flores, para discutir os problemas de segurança enfrentados pela comunidade.

Durante a entrevista, Paulo Basto afirmou que a transformação de Fátima em cidade poderia impulsionar o desenvolvimento local e garantir mais investimentos em áreas essenciais. Segundo ele, a população sofre constantemente com desordem, som alto e a falta de fiscalização. Paulo também criticou a ausência de policiamento fixo no distrito e afirmou que a população cobra providências há anos.

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“Se Fátima fosse cidade, a realidade seria diferente. Quando um distrito se emancipa, chegam benefícios, melhorias e desenvolvimento. Hoje, convivemos com problemas sérios de baderna e paredões de som, principalmente desde o fim do ano. Muitas famílias deixam de frequentar a praça porque várias pessoas ligam cinco ou seis paredões ao mesmo tempo, causando um barulho enorme. Depois ainda dizem nas redes sociais que foram expulsas da praça”, declarou Paulo, continuando:

“Atualmente, Fátima não tem polícia no distrito. Já tivemos policiais atuando aqui e, há cerca de 34 anos, existia até efetivo morando na localidade, ainda no governo Miguel Arraes. O Estado vem negando segurança pública ao distrito, mesmo diante das cobranças constantes da população e dos órgãos competentes. Segurança, saúde e educação deveriam ser prioridades”, acrescentou.

Já o Dr. Nelson destacou o tamanho da população de Fátima e afirmou que o distrito possui mais habitantes do que muitos municípios brasileiros, mas segue sem efetivo policial permanente.

“Hoje, Fátima tem entre 5.500 e 6 mil moradores, uma população maior do que a de mais de 100 cidades do Brasil, e mesmo assim não conta com um policial sequer. Nossa luta está baseada em uma decisão do Supremo Tribunal Federal. A ministra Cármen Lúcia determinou a presença de três policiais no distrito, mas o Estado continua recorrendo e perdendo. A gente se pergunta se a governadora não enxerga a necessidade desse pedido”, pontuou.

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