Ataque em escola em Pernambuco foi motivado por bullying
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Do Diário de Pernambuco

O adolescente de 14 anos que esfaqueou três alunas da Escola de Referência em Ensino Fundamental (Eref) Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, seria vítima de bullying praticado pelas próprias estudantes, segundo relato da avó dele, Lucinéia Rodrigues, de 49 anos. O ataque ocorreu na manhã desta segunda-feira (16), antes do início das aulas.

De acordo com Lucinéia, as duas meninas estudavam na mesma turma do neto. Ela afirmou que outra avó do adolescente já havia procurado a direção da escola para relatar episódios de intimidação sofridos por ele.

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Ainda segundo a avó, o garoto vinha demonstrando sinais de sofrimento emocional. Nos últimos dias, ele estaria se isolando no próprio quarto e chegou a ficar sem se alimentar por medo das agressões que, segundo a família, eram praticadas pelas colegas.

Lucinéia também cobrou maior presença de policiamento ostensivo nas escolas para impedir que estudantes entrem armados nas unidades de ensino. Apesar da defesa em relação ao histórico de bullying, ela afirmou que o neto deve ser responsabilizado pelo ataque, assim como as alunas feridas.

Após o ocorrido, o adolescente foi apreendido e precisou ser levado para outra cidade da região por questões de segurança.

As duas estudantes feridas receberam atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foram encaminhadas ao Hospital Jailton Messias de Souza Albuquerque, em Barreiros.

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O que diz a Secretaria de Educação

Procurada pelo Diario de Pernambuco, a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE) informou que a escola onde ocorreu o ataque conta com um psicólogo responsável por atuar na promoção da saúde mental dos estudantes e na prevenção e enfrentamento de diferentes formas de violência no ambiente escolar.

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A pasta também afirmou que a unidade mantém rotinas de acompanhamento dos alunos e desenvolve políticas de combate ao bullying.

Segundo a secretaria, as vítimas e seus familiares estão recebendo apoio por meio de uma equipe formada por advogado, assistente social e psicólogo.

As aulas na escola foram suspensas nesta segunda-feira (16) e devem ser retomadas na terça-feira (17).