Atirador de Las Vegas tinha 42 armas e material explosivoDo Jornal do Brasil

A polícia de Las Vegas ainda busca pistas sobre os motivos que teriam levado o contador aposentado Stephen Paddock, de 64 anos, a cometer o maior massacre com arma de fogo da história dos Estados Unidos, que deixou 59 pessoas mortas e mais de 500 feridos.

Ao todo, os investigadores encontraram 42 armas de fogo, entre pistolas e fuzis, na casa de Paddock e em seu quarto no 32º andar do resort Mandalay Bay Casino, de onde o americano abriu fogo contra o público do festival de música country “Route 91 Harvest”.

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Somente no quarto do hotel, havia 23 armas. Já no carro do atirador, a polícia encontrou nitrato de amônio, um composto químico utilizado para produzir bombas e explosivos.

Sem antecedentes criminais nem infrações de trânsito, a polícia tenta descobrir o que teria levado Paddock a cometer o ataque na noite do último domingo (1°). A polícia trabalha com a possibilidade de ele ter agido sozinho, como um “lobo solitário”.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque, alegando que o norte-americano se convertera recentemente ao Islã, mas o FBI negou que haja alguma conexão entre a organização terrorista e o tiroteio em Las Vegas.

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A família de Paddock alega que ele não tinha tendência extremista religiosa nem política. O que se sabe é que o homem era um jogador de cassino, amante do pôquer, motivo pelo qual deixou a Florida e se mudou para Nevada. Ele morava em um condomínio para aposentados em Mesquite, a cerca de 130 quilômetros de Las Vegas, com a namorada Marilou Danley, que está fora do país e vai prestar depoimento à polícia para tentar esclarecer o caso.

O pai dele, Patrick Benjamin Paddock, foi ladrão e banco e já teve seu nome na lista dos 10 bandidos mais procurados dos EUA. O irmão, Eric, contou que Stephen nunca se relacionou com o pai.

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O atirador também já trabalhou, entre 1985 e 1988,- na empresa que hoje leva o nome de Lockheed Martin, fabricante de produtos aeroespaciais e itens militares.